Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 03/03/2018
“Eu acredito que podemos mudar o mundo através da alimentação”.A frase é da nutricionista Bela Gil, em que prioriza a escolha de suas dietas em meio a tantos desequilíbrios alimentares.Nesse sentido, é indubitável que uma alimentação adequada consolida-se como um dos pilares para o bem estar do indivíduo.Entretanto, o quadro de obesidade infantil no Brasil, corrobora para uma desarmonia na qualidade de vida de diversas crianças e jovens. Nesse viés, deve-se discutir as vertentes que englobam esse empecilho na saúde pública brasileira.
Em uma primeira análise, é factível que o avanço dos alimentos industrializados, juntamente com o consumo exagerados desses, favorece o excesso de peso dos jovens brasileiros. Nesse cenário, parafraseando a liquidez de Zygmunt Bauman, filósofo, o indivíduo busca constantemente o prazer imediato e pouco comprometimento com o futuro, deixando de lado o que realmente os alimenta. Partindo desse pressuposto, muitos jovens e crianças, sem uma indicação necessária na escolha alimentar, optam muitas vezes, pelo desinteresse de refeições principais, como almoço e janta, por alimentos prazerosos que não estão em consonância com um valor nutricional adequado, a exemplo, as famosas redes de fast-food, ricos em gorduras e carboidratos. Dessa maneira, revela-se primordial uma orientação alimentar adequada no incentivo as crianças brasileiras.
Outrossim, deve-se considerar também que a falta de práticas de exercícios físicos impulsiona o aparecimento da obesidade infantil no Brasil. Nesse contexto, de acordo com o sociólogo Emilly Durkheim, o indivíduo é determinado pelo meio em que vive. Nessa perspectiva, muitos jovens e crianças, por intermédio da pouca influência de agentes educadores como , por exemplo, a família e a escola, assim como pela influência de mecanismo que corroboram com a sedentarização - redes sociais, jogos virtuais, televisão - repercuti na obesidade infantil, um fator propício para a causa de diversas doenças.
É imperativo, portanto, a execução de estratégias no embate ao desequilíbrio na saúde de muitas crianças e jovens.Assim, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério da Educação, proporcionar um maior incentivo a prática de exercícios nas escolas, como, por exemplo, ambientes ricos em materiais de exercícios e novos espaços poliesportivos, assim como nas aulas de biologia evidenciar a importância de uma alimentação equilibrada. Concomitantemente, passa a ser função também do ambiente familiar promover uma mudança no comportamento de todos os membros do grupo, através, por exemplo, da circulação de alimentos mais saudáveis na residência, assim como a união da família na hora das refeições principais.