Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 04/03/2018
Os seres humanos, antes da revolução agrícola, eram nômades e se alimentavam de acordo com a disponibilidade de alimento, tendo uma alimentação baseada, principalmente, em sementes e frutas.Porém, já no século XXI, com o impulso da globalização e a consequente produção em massa de alimentos, acentuou-se um problema no Brasil : a obesidade. Essa situação, que prejudica a qualidade de vida, denota um grave impasse, ligado, sobretudo, ao ritmo frenético das pessoas, bem como à falta de políticas públicas educacionais.
A princípio, nota-se que a rotina das pessoas contribui para o desenvolvimento do impasse. Conforme Montaigne, é necessário dedicar tempo para exercer por completo seus talentos para então ter uma vida plena e saudável. Porém, de forma oposta à tese do filósofo, nota-se que boa parte pessoas vivem rotinas frenéticas — característica do sistema capitalista vigente, uma vez que em que tal sistema é de praxe que o trabalho seja prioritário em relação à vida pessoal, de forma a não possuir tempo para cuidar de um aspecto importante para seu corpo: a alimentação. Nesse sentido, uma parcela da população prefere a aderir à comidas mais rápidas — como os “fast-foods” e os enlatados, ignorando os riscos que estas podem trazer para a saúde.
Além do ritmo desenfreado supracitado, a ineficiência de políticas públicas educacionais também se mostra relevante. É inegável que a Indústria alimentícia visa o lucro em detrimento da qualidade dos alimentos, induzindo os consumidores por meio de rótulos chamativos ou, em alguns casos, oferecendo brindes com a comida, de forma a mascarar os verdadeiros perigos por trás, como o excesso de sódio ou de açúcar, potencializadores de doenças como a diabetes, a hipertensão e o infarto, de modo a aumentar os gastos públicos no SUS. Dessa forma, é papel do Estado cumprir o Artigo 6 da Constituição e atuar com políticas públicas que visem a educação nutricional da população tupiniquim, para que essa possa identificar possíveis perigos nos rótulos e saiba manusear seus próprios alimentos.
Portanto, é notório que a obesidade é um dos maiores problemas de início de século. Logo, as mídias, em conjunto com o Governo Federal, por meio de parcerias, devem fomentar propagandas que visem a conscientização da população brasileira no que tange à importância de reservar um tempo para fazer uma refeição, a fim de reduzir a adoção por comidas mais rápidas e mais calóricas. Por fim, o Poder Legislativo, síncrono com o Executivo, devem integrar na BNCC uma matéria que vise a formação de um cidadão que saiba ler um rótulo alimentar e esteja ciente que o excesso de sódio e açúcar na alimentação é causador de inúmeras doenças, além da importância de fazer a própria comid.