Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 12/03/2018

No documentário ‘‘Super Size Me’’, Morgan Spurlock passa um mês ingerindo lanches do Mc Donalds. Diante disso, ele alerta aos malefícios do fast food e a importância de eliminar os maus hábitos alimentares. A obesidade tem tido um grande aumento atualmente devido a maior facilidade de acesso à produtos fabris e a falta de exercícios físicos, e, por isso, é necessário avaliar essa situação para promover o fim desse cenário.

Após a Revolução Industrial, o surgimento das máquinas para substituir o trabalho braçal e o desenvolvimento da tecnologia, proporcionou ao homem uma qualidade de vida que diminui os esforços físicos. Em vista disso, causou-se o sedentarismo e favoreceu o consumo alimentício em detrimento de tarefas físicas. O modo de vida e a dieta desequilibrada, dificultam o planejamento familiar saudável -por consequência das diárias horas de trabalho e/ou estudo- pois fazem com que os indivíduos optem por comidas de fácil acesso, como fast foods, alimentos industrializados e congelados.

Além do sedentarismo -contribuinte para o ganho de peso pela falta de atividade física- a discriminação e os problemas psicológicos, como a ansiedade e a depressão, que têm atingido milhares de brasileiros, crescem bastante. Ademais, a obesidade é um fator de risco para muitas outras condições, tais como: diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doença hepática não alcoólica e apneia do sono. Uma pesquisa transmitida pela BBC, realizada pelo Ministério da Saúde, mostra uma elevação de 60% no número de obesos no Brasil nos últimos 10 anos. Desse modo, vê-se que a obesidade é uma doença multifatorial, por isso, requer cuidados e atenção para garantir uma qualidade de vida mais efetiva.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É importante incentivar os hábitos alimentares saudáveis através de propagandas pelas mídias e campanhas ministradas pelo Ministério da Educação (MEC) para pais e alunos, com o fim de estimular o consumo de alimentos saudáveis somado a exercícios físicos. É imprescindível que a escola interfira na educação alimentar dos alunos por aulas de biologia sobre o valor nutritivo dos alimentos e o desencadeamento de doenças causadas pela má alimentação. É de grande valia também, que o governo realize campanhas públicas em prol da educação alimentar e o incentivo à prática de exercícios físicos através de maratonas de corrida e academias ao ar livre, acessível à toda população. Importante oferecer também, tratamento para os indivíduos obesos; a implantação de uma equipe multidisciplinar que oriente a população em parques para melhorar a qualidade de vida da mesma, para que, desta maneira, a sociedade alcance uma vida mais saudável.