Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 22/03/2018
A história da alimentação humana passa por momentos marcantes, sendo alguns desses marcantes para a chegada no modelo atual. Nesse sentido, a descoberta e domínio do fogo permitiram a evolução da qualidade alimentar durante séculos. No entanto, na atualidade, a dinamização do cotidiano urbano e o facilitado acesso a alimentos de alto valor calórico acabam por embalar o aumento nas taxas de sobrepeso e obesidade mundialmente.
Sob esse viés, é notável que o sedentarismo, comum entre a população das cidades, é fator aditivo ao crescimento desses números. Dessa forma, a urbanização é palco para o avanço de condições médicas decorrentes do descaso com a saúde, uma vez que o homem urbano tende a se movimentar menos que o mesmo no meio rural, já que esse conta com amenidades relacionadas com transporte e atividades fisicamente menos desgastantes.
Além disso, após a primeira revolução industrial, toda a estrutura de comércio e transporte acompanhou os avanços nas técnicas de produção. Seguindo essa tendência, o mercado alimentício passou a oferecer cada vez mais produtos baratos e acessíveis, diferente do antigo modelo em que a subsistência era o padrão. Assim sendo, a modernidade é conjuntura favorável ao desenvolvimento de maus hábitos alimentares, realidade comprovada por levantamentos do Ministério da Saúde do Brasil, em que 17% da população está em estágio de obesidade.
Diante dos fatos expostos, medidas devem ser tomadas a fim de amenizar o crescimento do número de obesos no país. Para tanto, o Estado deve patrocinar uma campanha nacional pela manutenção da saúde, com foco na estrutura educacional e na mídia, por meio de propaganda e ficções engajadas. Dessa maneira, as novas gerações estariam preparadas para lidar com a alimentação saudável e a prática de atividade física na atualidade. Por conseguinte, os governos teriam mais verba para outros problemas modernos, além dos supracitados.