Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 14/12/2020
O surgimento da Terceira Revolução Industrial, na metade do século XX, estimulou o desenvolvimento tecnológico acelerado, com a difusão da robótica e informática, e, por consequência, propiciou mudanças nos padrões de consumo da sociedade. Assim, o aumento do uso desses aparelhos tecnológicos aliado a uma má alimentação influência no aumento da obesidade, mas, também, no preconceito contra essas pessoas. Nesse sentido, rever a situação social e cultural dessa parcela da população é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é válido destacar que o descaso da população brasileira com a própria saúde começa desde a infância. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estão propensas à obesidade. Sob essa ótica, os hábitos ruins relacionados à saúde decorrem do período atual que prioriza o uso de videogames e smarthphones em detrimento de atividades físicas. Além disso, o aumento exponencial no consumo de alimentos industrializados tornou-se hábito da maior parte das cidades por conta de um consumo rápido e prazeroso, no entanto, devido ao seu baixo valor financeiro contribuem para o sobrepeso. Dessa forma, esses padrões de saúde e costumes são mantidos e apoiados pelos familiares sem que haja responsabilidade proporcional aos danos que podem causar na juventude brasileira.
Ademais, é importante avaliar, também, o preconceito contra as pessoas que possuem sobrepeso. Durante a Idade Média, estar acima do peso era sinônimo de fartura, pelo fato de só a nobreza ter fartura de alimentos. Entretanto, atualmente, essa situação é contrária ao padrão de beleza criado pela sociedade, no qual o corpo magro é sinônimo de beleza e saúde. Nesse contexto, os constrangimentos em não encontrar vestimentas adequadas para comprar se tornam frequentes, além de vários estabelecimentos que só tem um tamanho de acento ou equipamentos de uso social padronizados em um só tamanho. Desse modo, são condenáveis os padrões criados pela sociedade que fazem as pessoas obesas sentirem-se cada vez mais isoladas e não adequadas ao padrão ideal de vida.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado deva estimular empresas que vendem comidas saudáveis e vestimentas para todos tamanhos, por meio da diminuição de impostos e facilidade de empréstimos, a fim de que a população melhore seus hábitos alimentares e todos possam vestir-se da forma que sentirem-se melhor. Assim, haverá uma melhora na saúde pública relacionada a doenças que a obesidade pode contribuir, mas também, a inclusão social das diferentes pessoas que fazem parte da sociedade brasileira.