Os efeitos da obesidade na saúde pública
Enviada em 26/03/2018
O filme “click” (clique), estreado por Adam Sandler, conta a história de um homem que adquire a habilidade de realizar viagens cronológicas para o passado e futuro. Em determinado momento de sua vida, o protagonista fica obeso e, por pouco, não chega a óbito, tendo uma outra chance devido ao seu controle mágico. Dessa forma, a fim de evitar casos similares aos do longa, a ONU pôs a obesidade como componente da Década das Ações das Nações Unidas. Contudo, ainda há fatores midiáticos e socioeconômicos que comprometem a minimização dessa problemática mundial.
É importante considerar que existem programações voltadas para a nutrição, mas são aplicadas, em sua maioria, a horários e públicos inconstantes. Desse modo, embora o programa Bem-Estar (exibido pelas manhãs na rede Globo, no Brasil) aborde sobre questões de saúde e alimentação de forma positiva, a sua audiência não compõe majoritariamente os indivíduos que mais necessitam dessas informações, pois estes estão em horário comercial; continuando, assim, a deriva da informação e comprovando: o que olhos não veem, sim, o coração sente por meio de doenças cardiovasculares que comprometem a qualidade de vida dos lesados. É válido frisar, não obstante, que poderia divulgar propagandas com promoções de produtos orgânicos, porém não promoção para ser disseminada.
Nesse sentido, as pessoas que têm consciência sobre a importância de se prezar por uma nutrição saudável, encontram, nos elevados preços dos produtos “in natura” (naturais), uma certa dificuldade financeira, à medida que, nas prateleiras de outras seções dos mercados, notam a presença de mercadorias convencionais aos seus bolsos. Em contrapartida, os alimentos baratos são sobrecarregados com sódio, gorduras saturadas e conservantes bioacumulativos, os quais são vetores de diversas complicações coronárias e vasculares. Além disso, os produtos industrializados já vêm prontos para o consumo, enquanto os orgânicos devem ser preparados e, como disse Lulu Santos em sua música “Tempos Modernos”: “hoje o tempo voa”, corroborando que o imediatismo cultural convida os clientes a comprarem produtos ultra-processados.
Fica claro, portanto, que é necessário resolver esses conflitos, pois os seres humanos não possuem controles remotos capazes de controlar o tempo. Por isso, a ONU deve fazer campanhas em todo o mundo para reduzir os índices de obesidade, por meio de propagandas, programas televisivos e palestras via internet com médicos e educadores que ensinem conceitos sobre a alimentação e organização de tempo e finanças. Ademais, o governo deve fazer acordos com hipermercados, diminuindo impostos em troca de promoções em produtos naturais para as comunidades e, ainda, qualificar pessoas que instiguem os clientes a comprarem orgânicos para trabalharem nesses locais.