Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 31/03/2018

Segundo o sociólogo Hartmunt Rosa “a sensação de pressa é essencial para compreender a modernidade”. Nesta perspectiva, a sociedade vem enfrentando bastantes problemas relacionados à má alimentação e ao aumento de peso, tal fato está relacionado principalmente, à correria do cotidiano e a preferência por refeições mais fáceis, com muito açúcar e sal e menos saudáveis para o organismo. Dessa forma, fica evidente que essa problemática afeta diretamente o sistema público de saúde e a vida de jovens e crianças de todo Brasil.

Primeiramente, é possível apontar que o excesso de peso ainda não é abordado de forma adequada. A questão do excesso de peso e obesidade tornou-se nos últimos anos, um dos maiores problemas de saúde pública, o SUS (Sistema Único de Saúde) gasta com pacientes obesos quase 5% das despesas totais do sistema, e tudo isso relacionado ao alto consumo de alimentos gordurosos e com alto valor energético. Assim, sobrecarregando o sistema público de saúde e levando a população a complicações, como diabetes, problemas circulatórios, respiratórios e cardiovasculares.

Além disso, a alimentação irregular é influenciada diretamente pelos pais e os seus hábitos dentre de casa. De acordo com a pesquisa realizada pelo IBGE em parceria com o ministério da saúde, constatou que 40% da população brasileira estão acima do peso e dentre elas 15% são crianças e jovens. Neste sentido, o Brasil, contribui para esse quadro de sobrepeso entre os jovens e crianças, sendo pela falta de incentivos nas escolas com programas de educação alimentar ou através da mídia influenciadora que incentiva comidas como fast foods que são altamente tóxicas para o organismo biológico. Com isso, tal grupo fica à margem de ter uma vida de maior qualidade agora e no futuro.

Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na alimentação saudável no Brasil. Portanto, a saúde publica tem papel imprescindível na minimização dessa problemática seja por campanhas públicas relacionadas à educação alimentar, seja por incentivos a pratica de atividades físicas, associadas a uma boa alimentação, seja por maratonas de corridas, academias públicas ao ar livre, de forma que seja acessível a toda população. Logo, os cidadãos seriam incentivados a escolherem melhores hábitos para a saúde física e psicológica, o que ajudaria no bem estar pessoal e profissional dos indivíduos. Ademais, as escolas, em parceria com os pais, deveriam instituir aulas de biologia que fale sobre o valor nutritivo dos alimentos e o desencadeamento de doenças causadas pela má alimentação, importante que haja um cardápio saudável desenvolvido por nutricionistas, que eventualmente, poderiam dar palestras sobre educação alimentar, tanto para os jovens e as crianças, tanto para os pais que tem o poder de construir hábitos saudáveis em casa.