Os efeitos da obesidade na saúde pública

Enviada em 02/04/2018

A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como um de seus fundamentos garantir de maneira efetiva o acesso a saúde publica. Portanto,não é  razoável  que a obesidade seja tratada com indiferença, cujos resultados impediriam a consolidação do fundamento republicano.Com efeito, a construção de uma sociedade que valoriza hábitos alimentares mais saudáveis,pressupõe ação conjunta entre indivíduos e poder público.

Em primeiro plano, persiste no Brasil,a cultura de comida industrializada.A esse respeito,os sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer propuseram  o conceito de Indústria Cultural,segundo o qual a mídia submete a população ao excesso de propaganda-a exemplo dos ‘‘fast-foods’’-.Nesse sentido,os efeitos desse marketing persuasivo contribuem para a manutenção de rotinas alimentares deficientes.

Ademais,o sedentarismo representa mais um empecilho para solucionar essa problemática:a medida que indivíduos que não realizam atividades físicas tendem a maiores problemas de saúde, impulsionado pela lógica capitalista - excesso de atribuições diárias-para a maior acumulação de capital.Nesse sentido,compete principalmente  ao Estado brasileiro,garantir extrema qualidade nos serviços públicos de saúde, de modo ao acesso ser amplo e eficiente.

Urge,portanto, ações mais efetivas por parte do Estado. Cabe a esse,também fomentar a prática de exercícios físicos, diminuir a alta taxas de impostos sob os alimentos orgânicos, o que acarreta no consumo maior dos produtos industriais,além de estimular campanhas de reflexão a cerca dos perigos da obesidade.Aos indivíduos,cabe a responsabilidade individual, dos malefícios dessa prática e a conscientização.Dessa maneira, o bem estar do cidadão será resguardado, e a expectativa de vida alavancada,fato esse importante para o desenvolvimento social de qualquer nação.