Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/04/2021

O filósofo Rousseau acreditava que o maior bem humano é a liberdade.Em contrapartida, durante a pandemia, a liberdade foi restringida e as crianças foram privadas desse bem humano. Nesse sentido, a pandemia do coronavírus, em razão da quarentena, representou para elas uma restrição do mundo que conheciam e de suas rotinas e lhes trouxe efeitos, tais quais, o aumento do uso de eletrônicos e o comprometimento do desenvolvimento cognitivo. Dessa forma, são prementes estratégias para mitigar as consequências da pandemia sobre as crianças.

Primeiramente, é fato que o excesso de uso de aparatos digitais é um dos infelizes impactos do isolamento social para as crianças. Nesse contexto, conforme reportagem da plataforma G1 notícias, o uso das telas quando feito de modo exagerado causa uma dependência no usuário que a utiliza dessa forma errônea. Dito isso, a exposição às telas para as crianças no momento da pandemia da COVID-19 tem aumentado, pois para realizarem atividades que antes eram presenciais, agora são remotas. Desse modo, esses jovens deixam de socializar com seus familiares, além de negligenciarem necessidades biológicas, como a alimentação e o sono, para terem mais tempo para jogar e assistir on-line.

Outrossim, é imperativo pontuar o comprometimento na formação dos pequenos como um efeito da quarentena. Sob esse prisma, o filme “Love and monsters” retrata o desenvolvimento do protagonista diante de um cenário distópico, em que ele perde inúmeras das suas habilidades, por ter que se isolar do mundo exterior. Fora das telas, muitas crianças, ao saírem de suas rotinas, esbarraram em dificuldades para desenvolver e manter inúmeras habilidades sociais e de comunicação, o que os fez desenvolver uma espécie de dependência dos pais e distanciar-se dos amigos. Assim, em razão a falta de maturidade dessa faixa etária, essas crianças também foram comprometidas no âmbito escolar, haja vista a compreensão das matérias escolares não corresponder aos níveis antes vistos na aula presencial.

Depreende-se, portanto, que o uso excessivo de telas e o atraso no desenvolvimento infantil são impactos da pandemia do coronavirus sobre as crianças. Logo, é basilar que a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente promova seminários gratuitos, por meio de palestras ministradas por professores e psicólogos, que ensinem os pais a trabalharem diferentes habilidades cognitivas com o seu filho durante o isolamento social, com o fito de minimizar os efeitos da pandemia sobre as crianças. Assim, poderá ser estabelecido um tom de normalidade, mesmo em situações de crise e proporcionar estabilidade no seio familiar.