Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/04/2021

Nos séculos antecedentes ao XXI, por conta da valorização da integração entre indivíduos, ocorreu um aumento na priorização dada pelas famílias à atividades que proporcionam contato social às suas proles, como idas periódicas aos centros urbanos. Em contrapartida, no Brasil contemporâneo, essa panorama de progresso é impedido de continuar com seus objetivos socializantes com as crianças brasileiras, tendo em vista a quarentena vivenciada, decorrida da pandemia do Covid-19. Dessa forma, torna-se imprescindível explicitar os resultados dessa crise: o limite de espaço que impede a realização de atividades físicas e a carência no desenvolvimento da articulação comunicativa dos infantes.

Diante desse cenário, é lícito postular que a privação de exercitação do corpo, imposta pelo isolamento, é uma das principais mazelas da pandemia perante aos jovens. Nesse sentido, cabe frisar que, de acordo com o ramo biológico, o organismo humano necessita de atividades corporais, de preferência em ambientes amplos, uma vez que as tais motivam a liberação de endorfina e serotonina, hormônios importantes para a prevenção contra a depressão. Paralelamente, comprovado pela Geografia, a maior parte das casas brasileiras são pequenas, como uma resposta à elevada densidadedemográfica. Então, os jovens, por não conseguirem realizar essas práticas corpóreas, visto as diminutas dimensões das residências nacionais, obtêm prejudicadas sua saúde física e a mental.

Ressalta-se, além disso, os efeitos perjorativos do distanciamento na importante capacidade de comunicação nos menores. Sob tal ótica, é possível inserir o contexto da Idade Média, onde a população, por viverem segregados, em feudos, obtinha como danificada a capacidade de trabalharem em grupo com diferentes pessoas. Outrossim, destaca-se que, como defendido pela Sociologia, é preciso que o corpo social tenha a habilidade de articular-se, pois essa união é decisiva para o desenvolvimento da sociedade. Assim, como essa aptidão só é adquirida com a convivência com outros indivíduos, a parcela infantil perde significamente em sua cortesia cidadã, o que pode resultar em uma perigosa fragmentação do povo.

Depreende-se, portanto, a urgência de medidas para resolução da problemática. É mister que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, decrete que as escolas, como instituições socializadoras, incentive encontros online entre seu alunado, tanto para a realização de brincadeiras que envolvam a movimentação de tais pequenos cidadãos e de tarefas em grupo, que seriam filmadas pelos pais, quanto para os tais conversarem sobre seu dia a dia. Ademais, impere que ocorra fiscalização periódica dos colégios para garantir que aconteça, no mínimo, uma reunião por mês, para que, assim, atenuem-se os efeitos da abstinência social causados nos pequenos.