Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 22/04/2021
A infância é uma das fases da vida mais importantes ao desenvolvimento humano. Contudo, o atual confinamento social, decorrente da pandemia do coronavírus, apresenta-se como uma ameaça a tal desenvolvimento. Isso implica danos à saúde mental infantil, além do prejuízo de sua educação formal.
Primeiramente, a falta de socialização desestimula o amadurecimento das habilidades sociais nas crianças. No campo da psicologia, segundo o psicólogo norte-americano Martin Hoffman, a empatia não é inata ao ser humano, sendo portanto, uma habilidade a ser desenvolvida. Dessa forma, a limitação do círculo social, devida ao estado de quarentena, afeta negativamente esse processo. Logo, hão de ser tomadas medidas em prol da compensação da falta de interações.
Em segundo plano, o afastamento do ambiente escolar não prejudica apenas o aprendizado das crianças, mas também sua saúde mental, tornando-as suscetíveis à depressão e à ansiedade. Nesse sentido, por não interagirem com outras crianças, por meio de brincadeiras e de conversas, não são satisfeitas suas necessidades básicas, como o estímulo à imaginação e a troca de conhecimento e informações. Assim, essa lacuna em seu convívio social implica a elevação dos níveis de ansiedade e angústia, que desencadeiam a depressão.
É necessário, portanto, o desenvolvimento de estratégias para o suprimento das necessidades sociais das crianças, bem como manter a qualidade de seus estudo em meio à pandemia. Posto isso, o Ministério da Educação deve tornar mandatória, na educação infantil on-line, a realização de atividades recreativas, como jogos e competições, administrados pelos professores, a fim de estimular o contanto entre os alunos, amenizando-se, assim, a sensação de solidão entre esses. Desse modo, a quarentena tornar-se-á mais saudável às crianças brasileiras.