Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 29/04/2021

A Covid-19, infecção causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, impactou severamente o mundo em relação aos aspectos sociais, políticos e econômicos. Nesse cenário, percebe-se que, com a redução das atividades de interação social e de lazer, diversos efeitos também se estendem para as crianças. Diante disso, destacam-se não só implicações na saúde mental mas também na aprendizagem.

A princípio, convém ressaltar que o estado mental infantil vem sofrendo mudanças na quarentena. Segundo uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por exemplo, cerca de 90% das crianças analisadas pelos médicos nesse período apresentaram mudança comportamental. Tal cenário revela que a diminuição dos contatos entre os indivíduos tem gerado consequências sobre a infância, como irritabilidade e ansiedade. Desse modo, fica evidente a necessidade de reverter essa realidade.

Ademais, com a adoção do ensino remoto, o aprendizado infantil tem sofrido muitas modificações. Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), no Brasil, em 2019, 4,8 milhões de pessoas, na faixa de 9 a 17 anos, não possuíam acesso à internet. Sob esse viés, vê-se que muitas crianças não estão inclusas no sistema educativo adotado na quarentena. Isso fere os princípios de isonomia estabelecidos na Constituição Federal e atrapalha o desenvolvimento escolar delas. Diante disso, é imprescindível que as autoridades adotem medidas de resolução ao problema.

Portanto, urge amenizar a influência desses fatores no momento atual. Para tanto, o Ministério da Saúde deve, por meio de campanhas nas redes de comunicação, destacar a importância dos pais se atentarem para o estado psíquico dos filhos durante a pandemia, a fim de diminuir as mudanças comportamentais deles. Além disso, tal ação precisa contar com psicólogos que discutam alguns meios de garantir a estabilidade mental nessa fase.