Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 21/04/2021
Segundo Guilherme Polanczyk, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, as crianças, independente da idade, seriam afetadas pela pandemia do novo coronavírus. No entanto, apesar de previsíveis, os efeitos negativos que a quarentena proporciona na vida dessas crianças, como a perda de sono e a ansiedade, merecem a devida precaução.
Impende dizer que, entre as possíveis causas dos efeitos psicossociais que as crianças vêm sofrido está o isolamento social. O auge do problema, segundo Guilherme, é o simples fato das crianças não irem à escola, o que, de certa forma, interrompe o desenvolvimento social delas. Ou seja, a dependência excessiva dos pais, o estresse, a perca de sono, entre outros exemplos têm uma ligação direta com a importância do desenvolvimento da sociabilidade na infância.
Dessa forma, um erro comum é menosprezar as reações da criança mediante ao cenário pandêmico. Os efeitos das doenças psicológicas na população infanto juvenil são tão perigosos quanto os na população adulta. E, já que essa faixa etária dos 6 aos 10 anos tende a ser mais suscetível a efeitos psicossociais da quarentena, as doenças como a ansiedade e a depressão devem ser o foco dos responsáveis que priorizam a saúde mental das crianças.
Em suma, graças ao interrompimento escolar, a criança pode apresentar uma série de preocupantes reações à quarentena do novo corona vírus. Portanto, é necessário que haja uma mudança nesse âmbito. O Ministério da Saúde deve, portanto, por meio de canais de telecomunicação como o disque saúde 196, oferecer auxílio e dicas aos pais que enfrentam o problema. Para que assim, os efeitos psicossociais do isolamento não sejam mais um risco à saúde mental das crianças brasileiras.