Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 22/04/2021

A Covid-19 é uma doença viral com alta taxa de transmissibilidade, que se propagou pelo mundo. A fim de diminuir a sua disseminação foi imposta à sociedade o isolamento e o distanciamento social, com isso escolas e parques foram fechados e as crianças tiveram que ficar integralmente em casa. Apesar da necessidade da quarentena, as crianças  estão sendo impactadas negativamente em sua saúde mental, como também na segurança física e alimentar.

Primeiramente cabe ressaltar que a pandemia agravou as crise financeira que assola o Brasil, o desemprego, a queda da renda familiar,  o homeoffice, o acompanhamento das atividades escolares e a presença das crianças em casa em tempo integral, intensificou o estresse nas famílias. Dessa forma, o ambiente familiar, em muitos casos, deixou de ser o local mais seguro para o desenvolvimento pleno dos infantes. Pois, toda essa tensão no lar está afetando o comportamentos desses, visto que, eles são mais suscetíveis ao comportamento dos pais, e, por issso, estão apresentando problemas de concentração, irritabilidade, medo e inquietação.

Decerto, que há uma cultura socialmente aceita que valida o ato de bater nos filhos, como um instrumento para impor limites e ensinar o respeito, essa postura produz mais de 140 mil vítimas, conforme dados da UNICEF. Certamente, esses números são subnotificados, por conta da realidade cultural que consagra a violência como uma forma de educar, conforme a especialista em Educação Não Violenta, Elisama Santos. De modo, que a cultural da violência, mais a situação de tensão advinda pela pandemia e os seus reflexos no âmago da família gera o aumento das agressões físicas ao infante. Conforme o jornal “O Globo”, as denúncias acerca desse crime cresceram em 15% ano de 2020.

Ademais, as escolas possuem um papel educador e protetor da criança, visto que, também é recohecida por ser um local onde parte desses tem uma alimentação segura e balanceada. Já que, em muitos casos a merenda escolar é a única refeição segura que esses têm ao longo do dia. Portanto, o fechamento das escolas trouxe a insegurança alimentar aos alunos e como também os deixou mais vulneráveis ás agressões físicas e piscológicas.

Portanto, é urgente que o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação através de medida provisória, devido à urgência e necessidade da situação, enquadre as escolas como serviço essencial e prioritário, fornencendo a vacinação os profissionais da área. Para assim, promover a abertura das escolas e fornecer às crianças e adolescentes um local seguro para seu desenvolvimento pleno, onde sejam resguardas a saúde mental, a integridade física e a segurança alimentar.