Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 22/04/2021
Com a pandemia do coronavírus, atividades cotidianas que eram comuns deixaram de acontecer, ou acontecem online, a fim de evitar a propagação do vírus. Além disso, quem também sofre com as consequências de tal mudança são as crianças, que passam grande parte do dia em frente às telas do computador ou celular ao invés de interagir com outras pessoas. Com isso, nota-se que a falta de supervisão das crianças no período de pandemia pode ser grave, propiciando o surgimento de vícios, como por exemplo, o uso excessivo do celular. Logo, é de extrema importância que a saúde mental infantil seja priorizada.
A priori, deve-se compreender que como o ensino tornou-se à distância, é comum que as crianças permaneçam por mais tempo em frente às telas, entretanto, o uso deve ser supervisionado. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças devem ter no máximo duas horas de celular por dia, caso o contrário, dificuldades como ansiedade e problemas de visão poderão surgir. Mesmo que atualmente o uso dos meios digitais sejam necessários para as crianças, a utilização “extra” do celular por parte da faixa etária infantil pode ser prejudicial e causar futuros desafios com o aprendizado, haja vista que elas terão mais familiaridade com jogos online e plataformas, como o “Youtube”. Assim, nota-se a relevância da supervisão por parte dos responsáveis.
Outrossim, o aprendizado escolar também foi prejudicado por tornar-se digital. De modo que a residência seja um ambiente que se difere da escola, as crianças podem estar mais suscetíveis à desatenção decorrente da movimentação e possíveis distrações no local. Portanto, para que isso não ocorra, é necessário um ambiente calmo e organizado para o jovem realizar suas atividades escolares, visando um aprendizado de qualidade para as crianças, mesmo em um momento tão adverso.
Portanto, para que a faixa etária infantil não seja tão prejudicada em momentos de pandemia, os responsáveis devem supervisionar as crianças e contribuir para que seu desenvolvimento ocorra de maneira saudável, visando sua saúde mental. Além disso, redes escolares devem propor atividades, via online, que estimulem a interação das crianças, a fim de contribuir com a socialização dos indivíduos, mesmo com o isolamento social. Dessa forma, com o intuito de não prejudicar as crianças durante a quarentena, os responsáveis, juntamente com a escola, devem promover um ambiente que contribua com o desenvolvimento dos jovens de maneira saudável.