Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 23/04/2021

O livro “Estilhaca-me”, de Taheri Mafi, fala sobre Juliette, que com 14 anos foi aprisionada e privada de contato humano por quase um ano. É possível relacionar a situação da perosnagem com a que a ocorre presentemente devido ao novo coronavírus, uma vez que a personagem e as pessoas tem vivido está situação e perdendo a saúde mental, com as crianças sendo as mais sensiveís a essa situação. Privadas de suas instituições sociais, o sentimento de não pertencimento aflora e abre portas para vícios não saúdaveis como o celular. Desse modo, o desenvolvimento psicologico da criança é comprometido.

As instituições sociais, de acordo com a sociologia, instituem status e papeis sociais ao longo da vida pelo processo de socialização. Visto que elas são uma ferramenta de coesão social e servem para tornar a vida social menos agressiva, a falta delas tráz uma impressão de exclusão para a criança que ainda não possui a maioridade para questionar esse sentimento. Desta forma, o psicologico do menor acaba por se tornar vulnerável a doenças como depressão e ansiedade além de sucetível a vícios. Assim, a criança se desenvolve com medo da socialização e da sociedade em geral

O filme “Modo Avião” conta a história de Ana, que por causa do seu vício com o celular, sofre um acidente de carro. E de conhecimento geral que o excesso de celular é extremamente perigoso, e é algo que se precisa de atenção desde que 90% das pessoas aumentaram o uso do celular durante a quarentena de acordo com a pesquisa feita pela Squid. Para as crianças é espepcialmente perigoso já que pode causar o sedentárismo e problemas pra dormir de acordo com Academia Americana de Pediatria e também pode enfracer a memória e enfraquecer o desempenho cognitivo de acordo com a pesquisa publicada na revista The Lancet Child & Adolescent Health. O uso do celular pelas crianças precisa ser urgentemente, gerenciado pelos pais afim de que a criança tenha um desenvolvimento saúdavel.

Em suma, é nítido que as crianças são as mais vulneráveis aos efeitos do isolamento social. Nesse sentindo, compete a família a busca de atividades que possam substituir o uso do celular por algo que estimule o psicológico e o físico enquanto durar a quarentena. Cabe também a escola a estímulo de atividades que tenham uma interação virtual entre os alunos em forma de tentar compensar a falta da interação física e trazer a sensação de inclusão e pertencimento ao menor. Assim sendo, após o fim da quarentena, as crianças não vão ter seu futuro afetadas por consequências psicológicas advindas da sua vulnerabilidade durante a pandemia.