Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 23/04/2021

No filme “Matilda”, é mostrado como a escola pode ser um abrigo e um ambiente de apoio às crianças, quando Matilda se sente mais segura com sua professora do que com sua família, que a rejeita durante toda a trama. Infelizmente, cenas como a do filme são presenciadas na realidade. Com a quarentena, muitas crianças estão em perigo dentro de suas próprias casas, com tratamentos violentos e sem cuidados essenciais como higiene e alimentação digna.

Segundo o Conselho Tutelar, houve um aumento de 650% nas denúncias de maus tratos e abuso infantil durante a pandemia. Esse número alarmante é retrato de uma sociedade intolerante e agressiva às diferenças, formando um movimento “childfree”, que contribui ainda mais para violência e discriminação doméstica com as crianças.

A Fundação Abrinc, aponta que 47,8% das crianças brasileiras vão para escola apenas para comer. Junto com a violência, a pandemia trouxe a fome, em um dos países mais desigual do mundo, crianças deixam de se alimentar de forma digna dentro de suas casas. O isolamento social tirou dos pequenos o almoço e lanche servido nas escolas. Esse descaso governamental gera ainda mais uma contraposição na sociedade.

Em suma, é notável que o Governo Federal entre em ação o mais rápido possível. Com a ajuda de funcionários de cantina nas redes escolares, o governo deve distribuir até o fim da pandemia cestas básicas de qualidade, com diversidade alimentar e um vale alimentação com um valor elevado. Todo valor será recolhido de impostos pagos durante tantos anos. O Conselho Tutelar deve durante a pandemia, monitorar ainda mais as denúncias, e verificar cada moradia com pesquisas e entrevistas. Com tais atitudes, as crianças não sofreram efeitos violentos e fome durante a pandemia.