Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 01/06/2021

Na sociedade brasileira contemporânea, são amplamente discutidas as consequências do isolamento social e da educação virtual, provocados pela pandemia do novo coronavírus, no desenvolvimento e no aprendizado infantis. Esses impactos são, sobretudo, negativos e decorrentes da ineficiência governamental e de uma atuação pouco ostensiva de setores da sociedade civil. Nesse sentido, é urgente uma ação mais empenhada da administração pública e uma maior expressividade de parcelas da sociedade para garantir o desenvolvimento infantojuvenil.

Com efeito, a educação de muitas crianças foi prejudicada, uma vez que o Estado agiu insatisfatoriamente para permitir o aprendizado virtual e o desenvolvimento psicológico dos jovens. Acerca disso, é importante destacar a teoria elaborada pelo psicólogo eslavo Vygotsky. Segundo ele, o desenvolvimento psicossocial de uma criança é resultado da interação dela com outros indivíduos e com o contexto em que ela está inserida. Sob essa ótica, é evidente a importância de estímulos para o aprendizado dos mais jovens. Contudo, a insatisfatória atuação governamental na disponibilização de materiais adequados para o aprendizado de estudantes e no combate às desigualdades de acesso à informação e à tecnologia, permitindo o ensino remoto de milhões de crianças, resultou em graves consequências para o desenvolvimento de parcelas da população infantojuvenil. Dessa forma, é essencial uma ação governamental mais robusta para suprir satisfatoriamente as necessidades educacionais de jovens durante a pandemia do novo coronavírus.

Outrossim, muitas crianças sofreram com o período de isolamento social, visto que muitos jovens são vítimas de violência doméstica, de doenças mentais ou de transtornos psicológicos. Diante disso, é imprescindível evidenciar que o Estatuto da Criança e do Adolescente garante os direitos da população infantojuvenil, como o direito à segurança e o direito a um desenvolvimento pleno. No entanto, muitas crianças foram assediadas e violentadas ou não receberam o amparo adequado dos responsáveis durante a pandemia. Alguns jovens, por exemplo, não foram capazes de estudar, pois estavam muito debilitados fisicamente e psicologicamente. Em virtude disso, é urgente uma maior mobilização social para proteger os direitos das crianças, permitindo uma formação infantil saudável.

Portanto, cabe ao Estado potencializar os investimentos em educação por meio da distribuição de materiais que permitam o ensino remoto, como computadores, os quais são pouco acessíveis à grande parte da população, com o fito de permitir o desenvolvimento de jovens. Ademais, é dever das famílias promoverem uma formação saudável para as crianças mediante apoio psicológico e amparo emocional para garantir um desenvolvimento psicossocial adequado à população infantojuvenil.