Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 09/06/2021
Mudanças na rotina. Confinamento. Perda de amizades. Ensino a distância. Essas e tantas outras são consequências que surgiram com a pandemia do novo coronavírus e que atingiram grande parte da população, em especial, as crianças. Logo, torna-se necessário debater sobre esses efeitos na saúde mental dos pequenos, ressaltando a exposição digital como consequência e a influência da desigualdade social.
Para primeira análise, vale ressaltar que as crianças, por conta das alterações cotidianas originadas a partir da pandemia, estão sofrendo repercussões psicossociais, como irritações, falta de atenção, complicações no sono e outros. Além disso, com as escolas fechadas e a falta de gasto de energia, a criançada recorre às telas, como único meio de distração, aumentando, assim, a exposição infantil no mundo digital. Todavia, pesquisas mostram que esses mecanismos refletem negativamente na saúde mental infantil, que , na situação mencionada, já está abalada, devido às modificações da quarentena.
Ademais, outro fator importante a ser mencionado é a desigualde social, ainda presente na sociedade brasileira, a qual reflete diretamente nas maneiras de enfrentamento da pandemia. Como defende Karl Marx, essas diferenças influenciam a organização social de diversas formas e produz inúmeros resultados. Nesse caso, refletirá nas condições de vulnerabilidade em relação à Covid-19, pois muitas famílias não possuem condições econômicas suficientes para garantir às crianças bem-estar.
Portanto, para que ocorra a minimização dos efeitos da quarentena do novo coronavírus nas crianças, sobretudo, em relação à saúde mental, cabe ao Ministério da Educação (MEC) divulgar, aos educadores, uma cartilha de recomendações para a produção de atividades que possam ser realizadas no convívio familiar de todos alunos, inclusive os que possuem baixa renda e sem acesso à internet. Assim, será possível manter o vínculo entre a criança e a escola e as crianças continuarão ativas psicológicamente, mesmo em meio à pandemia.