Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 26/04/2021

No ano de 2019, o SARS-CoV-2 alastrou-se demasiadamente, causando uma pandemia inédita que fez com que o mundo mudasse, adotando medidas imprudentes de isolamento social em muitos lugares que, sem dúvidas, afetou muito as crianças. Isso é preocupante em dois aspectos principais: agravou-se a dependência tecnológica e afetou o à saúde mental dos jovens. Logo, é preciso prevenir a proliferação do vírus, porém, de maneira sapiente e sem prejudicar uma das fases mais importantes da vida.

Mormente, urge ressaltar que a dependência tecnológica é preocupante, principalmente quando se trata de crianças. Nessa análise, é válido constatar que, atualmente, 25% dos jovens brasileiros são dependentes digitais, conforme a Universidade Federal do Espírito Santo. Esses dados são de antes da pandemia, contudo, é indubitável que com o confinamento prolongado dos jovens em suas casas, o laço entre eles e a tecnologia se estreitou, fazendo com que muitos se tornassem verdadeiros viciados. Logo, é notório que o isolamento social é sim necessário, entretanto, é preciso um cuidado extremo em relação aos jovens e a seus comportamentos, pois é nas mãos deles que está o futuro da nação.

Além do supracitado, faz-se mister, ainda, destacar que as crianças estão tendo sua saúde mental abalada cruelmente pela maneira que elas estão sendo obrigadas a viver durante a pandemia. Nesse viés, tem-se uma realidade aterradora na qual as crianças não podem ao menos ir às escolas devido a uma ideia de que é “muito arriscado” em virtude do vírus, todavia, se houvesse o cumprimento dos protocolos estabelecidos pela OMS, bem como infraestrutura adequada, seria plenamente possível e seguro fazer com que as crianças retornassem ao seu devido lugar. Dessa forma, as crianças não sofreriam tanto de problemas como ansiedade, estresse e irritabilidade se conseguissem se libertar das garras de um sistema que age de maneira equivocada. Assim, são necessárias mudanças de condutas severas em relação a como a pandemia tem sido tratada para que os prejuízos aos jovens sejam abrandados.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde, em conjunto com o da Educação, devem elaborar um planejamento seguro e plausível para que as aulas dos jovens voltem presencial. Isso deve ser feito por meio da disponibilização de álcool, tapetes higiênicos, ventiladores e outras ferramentas que evitem a proliferação do vírus, além de orientar as crianças de manter uma distância física. Ademais, isso deve ser feito para que as crianças consigam reestabelecer uma rotina mais normal em tempos de pandemia, diminuindo a dependência digital, bem como os problemas mentais. Assim, seria possível amenizar os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças.