Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 28/04/2021
Criança feliz é criança em sociedade
Segundo os filósofos contrutalistas, o viver em sociedade sempre esteve atrelado ao ser humano pós-barbárie. Nesse sentido, a socialização se mostra presente na vivência do indivíduo a cada vez que progride rumo aos avançoes sociais e científicos, que outrora não poderiam ser conquistados senão através da união de sujeitos em sociedade. Contudo, nem sempre a vivência social se faz presente, fazendo com que diversas crianças, acostumadas com a socialização, atravesse difíceis momentos sociais e psicológicos , como os vivenciados na atual pandemia do novo Coronavírus.
A priori, vale ressaltar os efeitos do isolamento social na vivência das crianças brasileiras. Nessa linha, o programa infantil Turma da Mônica, criado pelo cartunista Maurício de Sousa, aborda em um de seus episódios a vida de Capitão Feio, -personagem do programa- que após anos em isolamento no esgoto, começa a expor certos problemas de resocialização. Dessa maneira, compreende-se o quadro social das crianças que, por não aprenderem a socializar desde novas, tenderão a não apresentar o convívio no coletivo, advindos da “solidão” infantil.
Outrossim, devido a solidão infantil, percebe-se as grandes consequências psicológicas do isolacionismo nas crianças. Segundo o patrono da educação, Paulo Freire, a criança deve passar pelo convivo social saudável para que, no futuro, possa viver de forma benigna em sociedade. Contudo, por conta da realidade pandêmica, isso não se mostra possível, resultando em diversos problemas psicológicos nas crianças frente a solidão, como a ansiedade e o histrionismo infantil. Desse modo, entende-se que os longos períodos longe da socialização em conjunto resulta em disturbios pscicológicos no período da infância.
Em síntese, percebe-se os grandes problemas sociais e mentais das crianças advindos do isolacionismo pandêmico. Assim sendo, torna-se imperativo que órgãos competentes como o Ministério da Educação e Cultura, -órgão responsável pelo direcionamento de educação nacional- bem como o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, -órgão responsável pelo direcionamento nacional da família- conscientize os pais a respeito da necessidade de brincar, através de Lives governamentais sobre educação e brincadeira, bem como acelere, através de contratos, as medidas de vacinação em massa, a fim de que as crianças voltem às relações sociais infantis. Somente assim é que se poder-se-á reverter os problemas sociais e psicológicos advindas do isolamento social pandêmico.