Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 03/08/2021

No filme “O Quarto de Jack” é explorado a temática de sequestro e cárcere privado, onde a protagonista vive isolada com seu filho em um quarto, sendo que parte da narrativa conta como a mãe dribla a falta de contato com o mundo exterior para a criação e desenvolvimento do filho. Da mesma forma da ficção, pais e mães lutam para tentar minimizar efeitos do isolamento social nas crianças durante o período de pandemia do coronavírus, para que seus filhos possam ter uma infância normal.

Em primeira análise o vírus da Covid-19, e suas variantes, geraram crises na saúde, e consequentemente na educação, na qual os alunos passaram a ter aulas remotas, devido as medidas do protocolo de segurança da Organização Mundial da Saúde para a prevenção do vírus. Tal medida é a única viabilidade para continuar com e ensino de todos os estudantes, inclusive das crianças, para as quais experiências físicas e interações sociais são de suma importância no seu desenvolvimento cognitivo, que de acordo com o educador francês Jean Piaget é dividido em fases conforme a idade da criança, e em cada estágio desse desenvolvimento as capacidades são adquiridas de forma cumulativa.

Desse modo o “ead”, educação à distância, pode gerar efeitos negativos na aprendizagem das crianças. Segundo o psicólogo russo Lev Vygotsky, crianças aprendem a partir do que internalizam do meio ambiente e em suas relações, portanto durante um período de afastamento social, onde a criança deixa de conviver com o meio escolar e os colegas, os resultados podem ser: dependência excessiva dos pais, desatenção, preocupação, problemas de sono, falta de apetite, pesadelos, desconforto e agitação, esses efeitos identificados em um estudo realizado na província chinesa de Xiamxim no período de pandemia.

Por fim, de acordo com o sociólogo brasileiro Gilberto Freyre: “sem um fim social o saber será a maior das futilidades”, logo o ensino à distância trará malefícios na socialização infantil, e para superar tais danos, em contexto pós pandêmico o Ministério da Educação pode incentivar a criação de projetos nas escolas de aulas de reforço escolar e recreativas, para os alunos mais afetados em seu desenvolvimento congnitivo e social, afim de que essas crianças tenham uma infância regular e se tornem adultos que agreguem positivamente com seus atos perante a sociedade.