Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 03/05/2021

Para o sociólogo judeu Karl Manheim, “o que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade”. Sob essa perspectiva, no período pandêmico, é notório que os jovens tiveram uma drástica mudança no seus cotidianos, posto que, com a quarentena, houve a reformulação do sistema de ensino e de interação social. Logo, é possível concluir que a construção socioeducacional do público infantil no cenário hodierno não é tão eficaz quanto há de tempos anteriores, o que vai influenciar no futuro da humanidade. Dessa forma, é perceptível que o sedentarismo e a ausência de comunicação são aspectos que corroboram para a déficit do desenvolvimento das crianças nessa circunstância.

Em primeira análise, é imperioso destacar que a prática de esportes é fundamental para o fortalecimento da saúde física e mental. Contudo, com o isolamento social, muitos indivíduos pararam de realizá-los. Desse modo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 78% das crianças brasileiras não fazem nenhuma atividade corporal, sendo um número preocupante, porquanto o sedentarismo é prejudicial para o bem-estar delas. Portanto, é substancial a alteração desse quadro para que haja mais pessoas infatojuvenis praticando esportes.

Ademais, a sociabilidade é um fator crucial para um indivíduo, uma vez que o ser humano vive em uma comunidade. Por conta disso, além de trazer o conhecimento, é responsabilidade da escola de estimular o lado sociável dos jovens e prepará-los para exercer a cidadania. Todavia, o ensino em casa não desenvolve esse aspecto tanto quanto o ensino presencial. Por conseguinte, essa falta de interação gera doenças psicológicas, tal como é exemplificado em uma pesquisa do DataFolha, a qual alega que 74% dos jovens sentem tristeza ou ansiedade durante a pandemia.

Urge, pois, medidas que possam auxiliar o público infantil nesse período de grande dificuldade. Para tanto, é incumbência do Ministério da Saúde, juntamente a mídia, incentivar os pais a implementarem atividades esportivas e recreativas para seus filhos, por meio de propagandas televisionadas, com a finalidade de mostrar o quão importante são essas práticas. Outrossim, é imprescindível que esse mesmo órgão governamental e o Ministério da Família ajudem os familiares a identificar sinais de depressão nas crianças, além de conscientizarem os responsáveis a passar mais tempo juntos, por intermédio de campanhas e a fim de diminuir os casos de enfermidas psíquicas nos jovens.