Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 02/05/2021

‘‘Nada é permanente, exceto a mudança". A frase dita pelo filósofo pré-socrático Heráclito tem sido muito observada no cenário atual. Hodiernamente, crianças do mundo todo vêm vivenciando os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus na sua rotina diária, em que a tecnologia tornou-se parte de suas vidas tanto social, quanto escolar. Portanto, torna-se nítido que deve-se haver um proveniente aumento de distúrbios mentais nos futuros jovens, além do agravamento na obesidade infantil oriundos da pandemia do novo coronavírus.

Adicionalmente, uma pesquisa organizada pelo laboratório Dele-Detox Digital e Uso Consciente de tecnologias, do laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizada no período de primeiro de novembro de 2020 a primeiro de janeiro de 2021, mostra que 49% da pessoas usaram tecnologia por mais de três horas todos os dias durante o isolamento social imposto pela pandemia do Sars-Cov-2. Ademais, para o Hospital Santa Mônica esse uso excessivo de aparelhos eletrônicos leva consequentemente ao aumento de doenças psicossociais, como por exemplo o isolamento social. Logo, o frequente uso dos eletrônicos por parte das crianças, tanto para ter acesso a educação ou até para se divertir durante a quarentena, pode levar a um agravamento na quantidade de transtornos mentais e dependencia digital.

Em adição, um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), concluiu que o isolamento social contribuiu para o aumento dos índices da obesidade infatil, podendo levar ao aumento de doenças relaciondas a mesma. Além disso, a quarentena de forma geral, afetou tanto a alimentação dessas crianças, quanto sua prática de exercícios físicos, alterando então suas rotinas, tornando-as pessoas mais sedentárias e com maior risco a desenvolver uma futura obesidade mórbida. Em suma, esses futuros jovens tendem a alavancar a um maior índice de mortalidade relacionada ao sobrepeso.

Dessa forma, cabe a Organização Mundial da Saúde (OMS) criar e organizar reuniões, que abordem os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus sobre a vida das crianças, trazendo soluções para os países, como a adoção de outros métodos educativos, além criar e aplicar campanhas de concientização sobre o uso excessivo da tecnologia, diminuindo assim o risco de um futuro aumento do índice de distúrbios mentais. Outrossim, conscientizar pais e familiares, a partir do governo de cada país, sobre a importância das atividades físicas e de dietas balanceadas, com auxílio de profissionais das áreas, levando então a uma redução no rol de obesidade infatil e diminuindo os potenciais efeitos drásticos do isolamento social nas crianças.