Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 03/05/2021

Em um famoso conto infantil, Rapunzel, uma donzela, é aprisionada em uma torre por uma bruxa e impedida de ter amigos, de viver plenamente. Fora da ficção, as crianças do mundo todo estão em situação análoga à da personagem, pois a maioria delas está em quarentena, isoladas em suas casas por causa da pandemia do novo coronavírus. Por conseguinte, assim como Rapunzel é descrita, estão sofrendo distúrbios psicológicos, além de, em alguns casos, problemas de aprendizado, algo grave.

Nesse sentido, devido ao cenário caótico decorrente da pandemia, as crianças brasileiras estão tendo que lidar com situaçoes muito traumáticas e confusas para a mente infantil. Nesse contexto, várias delas estão sofrendo com mortes inesperadas de familiares de forma precoce. Assim, são propensas a desenvolverem comportamentos negativos, pois, segundo Skinner, - criador do “Behavorismo” - teoria do comportamento - reforços negativos, geralmente, levam à distúrbios na forma de agir e de se comportar no mundo.

Além do exposto, há também a questão da própria quarentena em si, a qual afeta negativamente crianças de todos os estratos sociais, visto que impede o contato social presencial com colegas, amigos e professores. No entanto, para crianças de baixa renda as consequências são ainda mais graves. No que se refere ao acesso à internet e à aparelhos eletrônicos, o Brasil está muito atrasado, muitas crianças não possuem computador nem “wifi” ou uma rede de dados móveis de alguma operadora. Consequentemente, não estão tendo um ensino à distância pleno, o que prejudica a sua alfabetização.

Diante disso, percebe-se a gravidade da realidade das crianças brasileiras em meio à pandemia de COVID-19. Para que o futuro delas não seja prejudicado, é necessário que o Congreso Nacional crie um projeto de lei que verse sobre o tatamento psicológico e o ensino pleno, os quais poderão ser alcançados por meio de uso consciente de verbas.