Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 07/05/2021

Desde o Iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças verifica-se que esse ideal consta na teoria e não desejavelmente na prática, seja pelo número crescente de doenças psicossociais em crianças; seja pela maior exposição ao uso de aparelhos eletrônicos na infância.

Em primeira lugar, é importante ressaltar como o isolamento social que é necessário para minizar o contágio pelo vírus, afeta psicologicamente crianças e adolescentes. No período infantojuvenil é essencial o contato e a convivência com outras pessoas para o desenvolvimento e com a pandemia houve uma perda dessa interação social no dia a dia. De acordo com a pesquisa pela província chinesa de Xianxima, houve um aumento nos índices de crianças com sintomas de estresse, ansiedade e dependência emocional.

Outrossim, destaca-se o aumento do uso de celulares e computadores por parte das crianças. Com a pandemia, as aulas começaram a ser transmitida de forma remota pela internet e crianças e adolescentes aumentaram a utilização de aparelhos eletrônicos, gastando 5 a 6 horas em frente a uma tela sendo que segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) o recomendado é de 1 a 2 horas no máximo para crianças de até 10 anos. Além disso é de suma importância a supervisão de um adulto.

Portanto medidas são necessárias para a resolução desse impasse, o Ministérios de Educação juntamente com escolas deve promover por meio de palestras e reuniões com pais e educadores, conversas para debater e conversar sobre a saúde mental dos filhos e alunos. Assim buscando a criação de atividades interativas onlines entre os alunos para que tenha um contato entre eles mesmo que virtualmente. Além disso escolas devem promover, por meio de ações de ensino, aulas lúdicas que respeitem o limite de tela para crianças.