Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 07/06/2021

Os aparelhos eletrônicos têm estado cada vez mais presentes na vida cotidiana. Na pandemia, esse recurso tem sido utilizado como ferramenta pedagógica para as crianças. Impossibilitados de ir para a escola, a aula online foi a forma mais eficaz de continuar lecionando aulas. Os efeitos, porém, não têm sido tão positivos. A ansiedade e os vícios nos dispositivos digitais estão sendo resultados desse período de quarentena.

Diante do fechamento das escolas, para a manutenção do contágio, a falta de socialização e atividades rotineiras traz incertezas e mudanças no comportamento das crianças, pois, são mais vulneráveis a desenvolver problemas emocionais devido às situações difíceis. As causas tornam-se mais preocupantes quando são filhos de trabalhadores da área de saúde, cujos pais estão afastados trabalhando diariamente nos hospitais de referência da Covid-19. Durante a quarentena, muitas crianças também desenvolveram vícios nos aparelhos digitais. Isso pode ser comprovado por meio de dois documentos “Recomendações sobre o uso saudável das telas digitais em tempos de pandemia da COVID-19” e “Dependência virtual - um problema crescente” feito pela SBP ( Sociedade Brasileira de Pediatria) que, em maio desse ano, publicou recomendações sobre o uso de telas indicado para cada faixa etária e elenca sugestões para esse período de isolamento social.

As consequências desse tipo de vício se aplicam diretamente no desenvolvimento da criança. Por exemplo: falta de atenção, dificuldade no aprendizado, prejuízos  na cognição, etc. Outro fato é que as telas estimulam da produção de dopamina no corpo, que pode causar ou dificuladades para dormir, e, em casos extremos, transtornos de comportamento. Além disso, os efeitos implicam na parte física, favorecendo problemas físicos como o sedentarismo ou falta de apetite, prejudicando diretamente a saúde da criança.

Portanto, as equipes pedagógicas de cada escola juntamente com os pais criariam reuniões online, frequentemente, para propor diferentes atividades para os filhos e seu desenvolvimento cognitivo e pessoal como: clube do livro e atividades práticas durante a aula. Essas equipes, juntamente com o MEC, liberariam cartilhas de alimentação saudável infantil para os pais que estivessem com dificuldade para melhorar e planejar uma reeducação alimentar durante esse período de quarentena.