Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 12/05/2021

A pandemia do novo coronavírus modificou completamente o cotidiano. O vírus provoca infecções respiratórias e têm ceifado a vida de milhares de pessoas, independentemente da idade, não deixando apenas marcas físicas, mas psicológicas. As crianças, grupo menos afetado pela enfermidade em si, têm sido alvo constante de problemas psicológicos diante do isolamento, da perda e da desigualdade.

Sem poder ir à escola, estar em contato com amigos e parentes, ou passear em algum parque, por exemplo, os pequeninos se veem presos em suas casas e diante das telas, fato que, segundo estudos realizados recentemente, provocam: insônia, distúrbios alimentares, tédio, depência de pais e familiares, além da irritabilidade. Además, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria da USP com cerca de 7 mil crianças e adolescentes 27% deles tinham algum sintoma de depressão ou ansiedade desenvolvido no contexto da pandemia.

Vale ressaltar que, diante do elevado número de óbitos, famílias são destruídas e crianças são abandonadas seja por situações fianceiras ou pela morte dos progenitores, aumentando o número de órfãos, que muitas vezes não conseguem vagas em abrigos, sendo deixados ao léu. Exemplo disso, a Casa Ismael, em Brasília,  que desde o início da pandemia até agosto de 2020 recebeu 20 moradores, número alarmante.

Portanto, diante do agravamento da situação dos baixinhos, se faz necessária intervenção. É imprescindível que os responsáveis estejam atentos aos sintomas destacados anteriormente e procurem auxílio profissional, sem reservas. Além disso, os governos devem se mobilizar em virtude do grande número de óbitos, órfãos e do ensino que não atinge a todos, investindo na sáude e disponibilizando verba para pontos de acolhimento e secretarias de educação de seus países.