Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 11/05/2021
A conexão intercontinental proporcionada pela globalização promoveu maravilhas em todos os âmbitos, mas quando uma doença surge, um desequilibrio ocorre. A pandemia conhecida por Covid-19 abalou o mundo politica, economica e socialmente. Os jovens tiveram que se adaptar a um novo estilo de vida, cuja interação e educação passaram a ser completamente via internet e a sociabilidade comprometida. Hoje, percebe-se que os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus são, em sua maioria, negativos, sendo os principais a insegurança e o desconhecimento de como suas atividades retomarão. Por isso, é necessário um estudo cauteloso para encontrar medidas a fim de evitar que a situação dos pequenos se torne crítica.
Primeiramente, é válido ressaltar que o lado psicológico das crianças é o que mais se destaca entre os problemas advindos da reclusão social. O fato de passarem mais tempo com a família tende a promover maior conforto, entretanto a insegurança com relação aos estudos, principalmente, vem aumentando. Com o ensino remoto, uma criança pequena agora pode realizar provas ao lado dos pais e até mesmo fazer perguntas a eles. O que é observado é uma estabilidade emocional momentânea porque se sentem seguros ao fazer a prova, porém, posteriormente, se sentem despreparados, como se não tivessem aprendido o conteúdo de fato. Entre as crianças há também a dificuldade de manter o foco, todavia, a maior preocupação é como vão fazer suas avaliações sem a presença dos pais quando o ensino voltar ao formato “presencial”. Portanto, é preciso começar a desenvolver habilidades para reverter esse cenário.
Ademais, a falta de conhecimento de como eles terão sua socialização de volta também os assusta. Dentre as maiores questões, observa-se o modo sobre como irão se readaptar aos estudos; entrar numa rotina de novo, uma vez que a pandemia proporcionou um relaxamento nesse quesito; como será o convívio entre eles e dúvidas até sobre o modo de brincar. Essa última se deve a interação digital que estão tendo através de jogos, ligações via “FaceTime” e outros aplicativos. Uma vez que os jogos online estão sendo o entretenimento dessas crianças durante um longo período de tempo, somado a falta de atividades físicas, elas podem encontrar dificuldades até nas brincadeiras que terão futuramente.
Logo, para que as crianças sofram menos com os efeitos da pandemia e da quarentena, é necessário que os responsáveis se atentem às datas das avaliações das crianças através dos calendários escolares para que elas as façam em um ambiente tranquilo e sem a presença deles a fim de reduzir a insegurança quando as aulas presenciais retornarem; e ainda, reservem um tempo para brincar com eles longe de videogames para um convívio futuro com menos adversidades.