Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 09/05/2021

Segundo a OMS, considera-se como criança indivíduos menores de doze anos de idade. Fase inicial da vida, em que formações sociais, psicológicas e físicas acontecem, principalmente, diante da influência do ambiente sobre os pequenos humanos. Diante disso, um dos maiores desafios impostos por fatores ambientais, atualmente, é a necessidade do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Um ato aparentemente simples, porém carregado de instabilidades emocionais e até físicas, tanto de crianças como daqueles que as cuidam, sendo eles, os pais, a fonte primária quanto a formação de consciência da realidade social.

De acordo com Jean Piaget, importante estudioso das fases iniciais da vida,  é através dos pais que a criança tem a primeira formação e interpretação do meio social, e nesse contexto, o social está acontecendo em alguns poucos metros quadrados, diante da necessidade da quarentena e proteção à saúde. Isso pode ser a decisão ideal, porém, cresce a inquietação das crianças e instabilidades que são, mutuamente, absorvidas e refletidas pelos pais, causando um contexto propício a uma má formação de autonomia para pensar e reagir com inteligência e eficácia à situações emocionais.

Outrossim, é sabido da alta energia que as crianças carregam, seja na visão da biológica, necessária para o desenvolvimento corporal ou no empirismo, como sede de viver as experiências vastas do mundo, porém, imutável é a ideia física da conservação da energia, sendo em hipótese alguma perdida, independente da situação que seja. Assim, visualiza-se que a dissipação da energia, antes gasta na escola com intensa atividade lúdica ou na rua com diversas brincadeiras, está sendo dissipada em alto uso de aparelhos tecnológicos, muitas vezes, solitária, trazendo, assim, uma vivência de realidade perigosa de sempre conseguir realizar o que deseja, baseando-se na virtualidade tecnológica.

Portanto, cuidar da maneira que a criança lida com o desfecho da quarentena é a forma adequada para uma boa formação social dela. Para isso, é necessário que o Ministério da Cidadania, junto com as universidades, nos cursos de pedagogia, psicologia, medicina e sociologia, realize palestras onlines gratuitas, com objetivo de informar aos pais quanto a melhor maneira de realizar atividades lúdicas em casa, enxegando esse periódo como oportunidade da criação do hábito de leitura, desenvolvimento de uma alimentação equilibrada, constância em exercícios físicos e um controle eficaz do tempo em celular, televisão e afins. Nesse sentido, os efeitos da pandemia serão minimizados e com o tempo será possível ver adolescentes e adultos com autonomia para lidar com suas questões emocionais e socialmente engajados na evolução constante do ambiente que vivem.