Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 10/05/2021
Segundo Aristóteles, o ser humano é um animal sociável e político. Analogamente, a socialização das crianças está comprometida devido à nova pandemia da COVID-19, ocasionando um desenvolvimento tardio da sociabilidade, além de comprometer a prosperidade da fala dos pequenos. Além disso, o excesso de eletrônicos presentes no cotidiano infantil fomenta o desenvolvimento de enfermidades psicológicas, além da dependência de aparelhos eletrônicos em uma fase prematura da vida, o que favorece o imediatismo e como decorrência, enfermidades como a ansiedade e a depressão.
Em primeira análise, no episódio “Arkangel”, da série americana Black Mirror, é evidenciado uma proteção excessiva contra uma criança. Com o tempo, a garota apresenta adversidades sociais e psíquicas. Ademais, ao comprometer a descontração do pequeno, pode-se ocasionar um desenvolvimento social retardado, em que a fala se aperfeiçoa de maneira tardia e a solidão se torna um sentimento rotineiro. Além disso, o contato com outras crianças propicia o sentimento de pertencimento dentro da comunidade, além de gerar trocas de experiências, estimulando a empatia e a compreensão de mundo. Como resultado, sem essa socialização esses sentimentos não vigoram na psique infantil, contribuindo para a formação de adolescentes privados e individualistas.
Sob um segundo olhar, consoante com a teoria de Aristóteles, que o ser humano é um animal político, é notório que o excesso de eletrônicos na infância somado à ausência de sociabilidade compromete o psicológico infantil. Outrossim, o excesso das redes sociais e dos aparelhos tecnológicos pode fomentar um imediatismo, além de estimular a ansiedade, contribuindo para o desenvolvimento de outras doenças psicológicas como a depressão e a síndrome do pânico. Dessarte, a falta de sociabilidade gera crianças reclusas, consequentemente estimulando o desenvolvimento da depressão, causando riscos para a saúde biológica do indivíduo.
Por tal prerrogativa, é de incubência do Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações promover horários especiais nas reuniões on-line das escolas, em que serão desenvolvidos debates e rodas de leitura com o acompanhamento pedagógico, com a finalidade de gerar a sociabilização dos alunos no horário de aula e inserir assuntos de mundo para os pequenos, melhorando a sociabilidade e a fala, mesmo na época da pandemia. Da mesma forma, é de função do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos gerar o estímulo de atividades familiares, como a inserção de jogos de tabuleiro e dinâmicas no cotidiano familiar, sendo efetuado por meio de propagandas nas mídias sociais, com o objetivo de reduzir o número de horas excessivas nos eletrônicos e estimular o contato familiar, sendo consoante com o pensamento de Aristóteles.