Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 12/05/2021

A  pandemia do Coronavírus disseminada no Brasil em março de 2020 trouxe diversas consequências para os habitantes, uma vez que o isolamento social foi feito de maneira rigorosa, as pessoas tiveram que reformular seu estilo de vida, além das inúmeras mortes no país inteiro. Nesse sentido, toda a sociedade sofreu e ainda sofre com os impactos dessa pandemia, a exemplo dos estudantes e crianças que tiveram que se adaptar ao ensino a distância (EAD). Dessa forma, é notório que as crianças enfrentam diariamente os efeitos da quarentena, o que aponta-se como falha principal o papel do Estado, que é pouco preparado para o EAD e um desafio ainda maior para os jovens com deficiências, como visual e auditiva.

Em primeira análise, pode-se ressaltar a negligência do poder público com o bem-estar e o futuro das crianças. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, os indivíduos são considerados “Cidadãos de Papel” visto que desfrutam de uma cidadania aparente e limitada ao âmbito teórico. Esse pensamento é aplicável à problemática pois o Estado deixa de assegurar o direito à uma educação qualificada à todos os jovens quando não investe verbas suficientes para o preparo eficiente das equipes escolares para o EAD, além do equiparo também dos alunos, com a disponibilização de computadores ou tablets para as crianças assistirem as aulas de casa. Assim, isso ocasiona o atraso educacional dos jovens, sendo que a alfabetização e escolarização ficarão atrasados.

Em segunda análise, destaca-se a falta de empatia e inclusão dos jovens que possuam alguma deficiência. Sob esse viés, segundo o filósofo Pico Dela Mirandola, as particularidades de cada indivíduo devem ser respeitadas a fim de garantir a sua dignidade em âmbito social. Essa reflexão pode ser aplicada à abordagem discutida pois ninguém se preocupa de maneira prática com os impactos do isolamento educacional para os jovens deficientes, uma vez que muitos deles precisam de acompanhamento diário e rotineiro para conseguirem progredir na aprendizagem. Nesse sentido, com a pandemia, esses jovens estão ficando isolados, sem ajuda governamental e também sem socialização.

Em suma, entende-se que medidas devem ser adotadas para alterar o cenário atual. Por isso, o Ministério da Economia em parceria com o da Educação deve equiparar os professores e disponibilizar meios de comunicação aos alunos, por meio do melhor direcionamento das verbas recolhidas a fim de que as crianças recebam educação qualificada mesmo que do ambiente caseiro. Ademais, ONGs relacionadas às famílias devem recrutar voluntariados que saibam, a exemplo linguagem de libras ou braile, para que com todos os critérios de segurança da covid 19, possam ir às casas dos jovens deficientes para desenvolverem o aprendizado, a fim de que a educação das crianças se desenvolva.