Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 20/05/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se concretizado no contexto pandêmico, gerado pelo coronavírus, com ênfase nos jovens, especialmente crianças. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise das causas dessa situação.
Em uma primeira análise, é preciso entender que o ensino remoto é a principal forma de instrução disponível em confinamento. Dito isso, é evidente o papel governamental de fornecer o ensino remoto a todos. Infelizmente, a realidade mostra negligência estadual em exercer esse direito fundamental.
Ademais, é fundamental apontar a necessidade de contato físico para o desenvolvimento cognitivo de crianças, que se tornou inviável na pandemia. Segundo um levantamento na província chinesa de Xianxim, quase 2/5 das crianças e adolescentes em situação de confinamento apresentam dependência excessiva dos pais ou responsáveis, em diversas tarefas cotidianas. Diante do exposto, percebe-se a necessidade das interações sociais de forma presencial, no meio infantil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a urgência de se superar esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Brasileiro estabeleça o acesso ao ensino remoto, bem como um ambiente seguro de aprendizado presencial para crianças mais jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mais estável e preparada, onde o direito à educação é exercido corretamente.