Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 17/05/2021

Conforme a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 227, é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança o direito à saúde e ao lazer, dentre outros. Todavia, com a atual situação da quarentena e da pandemia do novo coronavírus, os efeitos causados por esse panorama são mais devastadores nas crianças, visto que muitas delas não entendem tal situação e, assim, são mais vulneráveis à problemas como a falta de socialização e a exposição excessiva aos dispositivos eletrônicos.

Em verdade, a interação social com colegas de mesma idade é um dos pilares fundamentais da infância, com isso, torna-se parte indispensável no que se refere à formação de uma boa saúde mental nas crianças. Segundo pesquisas realizadas pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria, mais da metade das crianças na primeira infância apresentam problemas relacionados ao sono e à ansiedade, assim sendo, é possível ver alguns dos efeitos causados pela quarentena e pela pandemia. Além disso, tal isolamento social na infância pode, também, ser responsável por agravar casos de timidez, já que torna ainda mais difícil a interação entre crianças. Sob essa perspectiva, vê-se a necessidade de criar meios para garantir a saúde mental das crianças.

Acresce-se, ainda, o fato de que, devido à quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus, os seres infantis são excessivamente expostos aos dispositivos eletrônicos, como celulares e tablets. Tal fato, além de contribuir com a quebra da rotina que os jovens estudantes possuíam na escola, também contribui com o aumento da dificuldade de concentração que acomete muitas crianças. Dessa forma, observa-se que os efeitos causados pelo atual panorama complexo afeta não somente a interação e a saúde mental das crianças, como também prejudica o aprendizado destas. Em todas as situações, a paticipação ativa da família é de extrema importância para a formação infantil.

Portanto, a fim de que seja assegurado o que consta na Carta Magna em vigor, é necessário que o Estado promova a criação de núcleos de atendimento psicológico, em âmbito virtual, destinados à cuidar da saúde mental das crianças. Tal ação deve ser feita por meio das Secretarias de Assistência Social dos municípios. Ademais, cabe ao núcleo familiar atuar de forma mais contundente na vida das crianças, de maneira a prestar apoio aos problemas enfrentados por estes seres na situação atual e, também, a regular o uso dos dispositivos eletrônicos para que, assim, possam ser mitigados os efeitos da quarentena e da pandemia.