Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 25/05/2021

De acordo com o filósofo grego Aristóteles, o homem é um animal político e, portanto, carece das interações sociais para o pleno desenvolvimento. Nesse sentido, o isolamento social, durante a pandemia do novo coronavírus, impacta negativamente no processo de socialização, principalmente, das crianças. Por outra perspectiva, esse apresenta caráter benéfico, pois as impulsionou ao âmbito cibernético. Posto isso, é fundamental debater os efeitos da pandemia do novo coronavírus nas crianças brasileiras.

À luz dessa perspectiva, destaca-se a restrição das interações sociais, no decorrer do período pandêmico hodierno, como empecilho à socialização dos infantes. Isso porque, segundo o filósofo francês Pierre Bourdieu, esse processo é responsável pela internalização e pela reprodução dos costumes da sociedade, por meio da interatividade entre os indivíduos. Dentro desse prisma, evidenciada a primordialidade desse, o amadurecimento dessas crianças ocorrerá de maneira deficitária, tendo em vista o isolamento social, o qual impede a materialização da tese aristotélica. Sendo assim, o contexto sanitário contemporâneo tem consequência prejudicial ao desenvolvimento dos cidadãos em fase infantil.

Entretanto, o cenário apresentando promoveu a adaptação dessas crianças ao espaço cibernético, favorecendo a inserção delas no mundo globalizado. Nessa linha de pensamento, consoante ao filósofo francês Auguste Comte, as sociedades guiadas à ordem e ao progresso são aquelas baseadas no uso da racionalidade. Sob tal óptica, os infantes adaptados às novas tecnologias da comunicação, decorrentes dos avanços científicos da pós-modernidade, estarão em consonância ao pensador mencionado, logo, a pandemia do novo coronavírus fomentou a progressão da coletividade nacional. Além do mais, denota-se a mitigação da problemática anteriormente citada, visto que o ciberespaço possibilita o câmbio cultural entre os usuários necessária a socialização desses, como citado por Pierre Bourdieu.

Em vista do exposto, evidencia-se a necessidade de medidas governamentais objetivando a redução dos impactos negativos da quarentena às crianças. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania criar o programa “Interagir para progredir”, por meio da inserção desse a agenda ministerial, com o fito de inserir esses cidadãos, em fase infantil de desenvolvimento, no ambiente virtual, para, assim, diminuir os danos nocivos do isolamento social no processo de socialização. Dessa maneira, não ocorrerá a deturpação da tese aristotélica.