Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 19/05/2021
Promulgado pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos
Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os problemas enfrentados pela pandemia do século XXI impossibilita que parcela dessa população desfrute deste direito universal na prática. Diante do exposto, Cabe analisar os fatores que favorecem o quadro.
A saúde é o principal fator para o desenvolvimento de um país. Sendo, atualmente, subdesenvolvido seria racional acreditar que possui um sistema de saúde eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado deste constrate está claramente refletido na desigualdade social que expõe as crianças brasileiras diante de vulnerabilidades individuais vividas dentro de suas casas. De acordo com a nova cartilha da série Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19, elaborada por pesquisadores colaboradores do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde, sabendo das distintas realidades vividas pelas famílias no país, interação familiar, rotina e fatores de risco para violência são alguns dos assuntos discutidos na cartilha, que aborda também os casos de crianças refugiadas ou migrantes e crianças com deficiência.
Vale, ainda, salientar o fechamento completo das escolas como impulsionador do problema já que há crianças que dependiam dos recintos para a alimentação. Devido ao cenário da pandemia e a falta de governabilidade responsável, as famílias que dependiam da merenda escolar para seus filhos não tiveram amparo suficiente para enfrentar simultaneamente uma crise econômica. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polones, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Desta forma, é inadimissível acreditar que até as crianças brasileiras sofrem com a falta de amparo e equidade social do Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas devem ser tomadas. O STF, junto com o ministério da economia, devem através de uma nota oficial oferecer para a população um auxílio que condiz com a realidade do país frente a uma crise econômica e sanitária para dar o devido amparo para sua população. O governador deve ainda, através de discursos públicos, incentivar a busca por acompanhamento psicológico oferecido pelo o SUS para toda população inclusive para as crianças permitindo que as famílias sofram de forma mais reduzida possível os impactos causados pelo novo coronavírus. Diante da analise, vale dizer que desta forma o Brasil seria capaz de solucionar o problema.