Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 16/08/2021
A pandemia do novo coronavírus já vitimou centenas de milhares de pessoas no mundo. Para evitar que o vírus se espalhasse, contaminando mais pessoas, foi recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que houvesse o isolamento social. Desse modo, as escolas foram fechadas. Toda via, faz-se imprescindível citar a exclusão escolar e a falta de estrutura para o ensino em casa.
No livro “Vidas Secas”, do autor Gracíliano Ramos, o personagem Fabiano se denomina ignorante, pois não teve estudos e não gosta de questionar. No entanto, um de seus filhos tem muitas questões e pergunta ao pai, que por não saber respondê-las, acaba repreendendo o menino. De maneira análoga à história fictícia, é essa a realidade de muitos pais brasileiros. Segundo recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 11 milhões de analfabetos no país. É factual, portanto, que diversos alunos desse grupo etário ficarão à margem do ensino, sem as aulas presenciais e responsáveis que possam sanar suas dúvidas.
Outro importante aspecto a ser considerado é a falta de condições para a educação domiciliar. Dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), mostram que em 2019, cerca de 4,3 milhões de estudantes em todo o país não tinham acesso à internet. Logo, é inegável que existe uma situação de disparidade no ensino, em que somente parte das crianças conseguirão usufruir do ensino remoto. Destarte, evidencia-se a negligência estatal na democratização do ensino, visto que é dever previsto na Constituição Federal a educação igualitária.
Verifica-se portanto, a necessidade que medidas sejam tomadas com intuito de se coibir o problema discorrido. Para que isso ocorra o Ministério da Educação (MEC), por meio de investimento financeiro, fornecer smartphones ou tablets. Além disso o Governo juntamente com alguma instituição privada de internet poderia fornecer gratuitamente seus serviços aos estudantes, de forma que a população seja beneficiada e a empresa possa ter algum benefício, como a isenção fiscal nesse período. Assim, haverá um ensino democrático e homogêneo.