Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/05/2021

Dezembro de 2019, novo vírus descoberto, decretamento da pandemia, isolamento, afastamento do convívio social. Tal cenário, refletido sobre a vida de toda população brasileira, tem seus efeitos expressos de forma ainda mais danosa na vida das crianças - público mais vulnerável- , visto a fragilização das relações interpessoais bem como o déficit no desenvolvimento infantil gerados pelo novo coronavírus.

Em primeira instância, entender como a quarentena decorrente do Sars-CoV-2 debilita o relacionamento interpessoal do grupo infantojuvenil é crucial. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade se assemelha a um corpo vivo, onde cada parte deve estar totalmente integrada às outras. De fato, o relacionamento entre indivíduos é fundamental para o desenvolvimento pessoal, visto que esse rabalha com diversas áreas da formação sociocultural das crianças. Entretanto, ao ser necessário o isolamento, muitas crianças passam a enfrentar dificuldades no ato de se comunicar como também de lidar e aceitar o diferente, já que não podem usufruir integralmente de uma das principais funções da escola como instituição social - formação.

Ademais, a exiguidade do desenvolvimento infantil no que tange ao cognitivo é um dos principais resultados da restrição imposta pela COVID-19. A migração das salas de aula para os aparelhos eletrônicos alterou o modelo de aprendizagem das crianças, que na sua maioria são mais suscetíveis ás dificuldades e distrações, o que coloca em pauta a comparação entre o rendimento das aulas presenciais e das online, em especial na primeira infância, já que é nessa fase - consolidação do conhecimento - que se necessita de uma vivência concreta. Prova disso são as não raras notícias sobre o sucateamento da educação infantil online e seus efeitos bem como as campanhas, a exemplo da UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância - em prol da reabertura segura de escolas como as  veículadas por todo o país.

Faz-se necessário, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de minimizar os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, através das mídias sociais - plataformas de reuniões- desenvolver projetos de palestras para os pais sobre a importância de se manter uma rotina para as crianças. Ademais, a garantia de acompanhamento psicopedagógico individualizado para as crianças faz-se necessário para que dessa maneira, os problemas sociais decorrentes da COVID-19 sejam mitigados.