Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 21/05/2021
Em 2020, o mundo foi atingido pela pandemia do coronavírus - doença respiratória transmitida pelo contato com algo ou alguém infectados - de modo que novos comportamentos foram adotados na sociedade, como o uso de máscaras e o isolamento social. Devido à essa mácula global ainda presente, as crianças foram diretamente afetadas não só em seu desenvolvimento intelectual em decorrência da substituição das aulas presenciais pelo ensino à distância (EAD), mas também nas suas formações como indivíduos. Logo, é notório que essa problemática abrange seus danos para além dos âmbitos econômicos e políticos ao demonstrar efeitos também no social.
Decerto, é importante destacar o modelo de ensino retratado na música “Another Brick in the Wall” da banda britânica Pink Floyd, que compara o aprendizado com uma lavagem cerebral e apenas a formação de pessoas iguais como “mais um tijolo no muro”. Entretanto, na atualidade, os centros de ensino evoluíram da passagem de conhecimento de forma homogênea para a adequação de acordo com as diversidades e suas necessidades, além de trabalhar na formação do indivíduo. De modo infeliz, o uso da modalidade EAD e a falta de estímulos governamentais na educação regrediram as aulas para as suas características anteriores, afetando o interesse e desenvolvimento intelectual das crianças.
Outrossim, é importante destacar que a quarentena para atenuar aglomerações, mantém a maioria dos familiares em casa em tempo integral mas, com a adoção do “home office”- trabalho em casa- o trabalho começou a ser mais prolongado para os adultos. Dessa maneira, os pais passam o dia sobrecarregados com a nova rotina e não possuem tempo o suficiente para lidar com as necessidades das crianças que, devido à reclusão, não socializam com outros indivíduos, algo que pode acarretar negativamente no futuro. De maneira análoga, o podcast “Maternitretas” evidencia como os genitores são sobrecarregados ao lidar com a alta carga de responsabilidade profissional e familiar.
Logo, são notórios os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças. Desse modo, o Governo deve impedir a regressão nos métodos de ensino estimulando - por meio do Ministério da Educação - a adoção de aulas mais flexíveis e dinâmicas nos centros educativos para minimizar a construção monótona, superficial e sobrecarregada do conhecimento - fatores possibilitados pelo EAD. Ademais, deve investir na instituição de horários mais regulados nos trabalhos- por meio da diminuição de impostos para aqueles que optarem pela medida - a fim de atenuar o cansaço da exagerada carga profissional e de contribuir para a participação mais ativa dos pais nas atividades e na formação dos filhos em tempos de pandemia. Assim, construir-se-á uma comunidade capaz de superar as adversidades desse período caótico.