Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/05/2021

Devido à pandemia causada pelo Sars-CoV-2, a sociedade necessita evitar ao máximo a exposição ao vírus, através do isolamento social. Com essa condição, as crianças precisam ficar em casa durante uma fase da vida em que o contato físico e a interação social são muito importantes, o que pode ocasionar diversos efeitos à saúde física e mental. Esses efeitos advêm não somente da restrição das experiências sociais, mas também da mudança na rotina das crianças.

Nesse contexto, é relevante destacar a importância da escola na vida dos jovens, local propício para socializar, desenvolver habilidades e viver experiências para fixar o aprendizado. Porém, além do ponto de vista pedagógico, nota-se também como a privação do contato com a escola aumenta a subnotificação dos casos de violência contra crianças e adolescentes, pois quem sofre maus-tratos está limitado ao ambiente domiciliar e tem a percepção de violência reduzida. Dessa forma, entende-se que o ensino online comum não é suficiente comparado ao presencial.

Ademais, a mudança de rotina desregula e limita o gasto de energia, muitas vezes prejudicando os horários de sono. Essa alteração no sono pode provocar alterações no ciclo circadiano das crianças, responsável por gerenciar o funcionamento do corpo. Nessa ótica, ocorrem sequelas como falta de apetite, agitação e desatenção. De acordo com um estudo realizado na província chinesa de Xianxim, pelo menos 32% dos jovens avaliados vivenciaram alguma das implicações citadas. Dessa maneira, além dos impactos psicológicos causados pelo isolamento, observa-se também a sua influência na saúde física.

Portanto, é preciso haver medidas para minimizar os efeitos da atual pandemia nas crianças. É preciso que as escolas maximizem a conexão do aluno com os professores e colegas de turma virtualmente - posto que o isolamento social é imprescindível - através de chamadas de vídeo, para que as crianças possam conversar, socializar e ter maior percepção de mundo. Outrossim, compete aos pais e responsáveis, criar e seguir uma rotina de atividades, tanto físicas quanto didáticas, com o fito de vivenciar, em casa, uma rotina semelhante à pré-pandemia.