Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 21/05/2021
A pademia do corona vírus, em 2020, impôs à sociedade brasileira a necessidade de manter uma quarentena rígida para se previnir da doença. No entanto, a vivência dessa realidade deplorável tem gerado efeitos negativos nas crianças como dependência excessiva dos pais, medo e agitação, devido a mudança brusca na rotina. Logo, seja pela ausência de políticas públicas, seja pela má atuação estatal, tal prolema social gera danos, por vezes, irreversíveis às camadas mais baixas da população.
Com o isolamento social e a crise econômica que assola a população brasileira, grande parcela das crianças, aquelas que fazem parte da camada menos favorecida da sociedade, corre um risco, ainda maior, de ter um futuro árduo, pois, não tem amparo do Estado frente as suas necessidades. A respeito disso, uma pesquisa da OMS aponta que 80% das crianças brasileiras com algum prolemas de saúde mental não têm suporte adequado para o seu tratamento. A ausência desse tratamento ainda na infância intensifica o problema e dificulta a resolutividade do caso e a melhora da criança. Isso prova a ineficácia do pode público em garantir os direitos do povo, o que gera o aumento da desigualdade social.
Ademais, devido a pandemia as escolas tiveram que interroper as aulas presenciais. Essa ida à escola, para muitas crianças, representava a mais importante ou, até mesmo, a única refeição do dia que era ofertada como merenda escolar e não está sendo reposta pelo Estado. Nessa pespectiva, a falta dessa alimentação impacta na saúde como um todo e compromete, diretamente, o desenvolvimento neurológico e psicossocial do indivíduo na infância, gerando fraqueza, desregulação do sono, ansiedade e até depressão, A respeito disso, uma pesquisa divulgada na revista BMJ Open aponta que indivíduos que possuem um padrão de dieta saudável são capazes de reduzir 16% o risco de problemas mentais. logo, fica claro que a alimentação saudável é uma grande e importante aliada no combate aos problemas mentais.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para minimizar os efeitos da mudana brusca na rotina. Logo, cabe ao Poder executivo, por meio do Ministério da Saúde, aumentar a oferta de profissionais de saúde mental, nas Unidades Básicas de Saúde, que são os postos de atendimento à saúde do município, aumentando a quantidade de vagas e os concursos com o intúito de atender todo a população que necessite desse recurso. Ademais, deve, ainda, por meio do Ministério da Educação, distriuir, nas escolas, cestas-básica, semanalmente. para os alunos, a fim de garantir uma alimentação de qualidade e proporcionar o bom desenvolvimento dos alunos.