Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 21/05/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai com relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, no limiar do século XXI, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, haja vista que os inúmeros efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças. Nesse contexto, deve-se analisar não só os problemas psicológicos, mas também a dependência que as crianças têm com relação aos pais.
Em primeira análise, é cabível ressaltar os inúmeros problemas psicológicos sofridos pelos pueris devido à pandemia da Covid-19. Indubitavelmente, é de conhecimento de grande parcela da população que a quarentena limita o gasto de energia das crianças, posto que elas são bastante ativas nessa fase da vida, o que contribui, com alguns impasses mentais como estresses, ansiedade, alteração do sono e irritabilidade. Isso acontece, prinipalmente, porque as crianças ficam limitadas a um pequeno espaço e têm contato com poucas pessoas, favorecendo, também, a falta de socialização, além de comportamento que expressa hábitos de quando elas eram bebês, a exemplo de chupar chupeta, querer usar fralda e voltar a dormir na cama dos pais. Como resultado disso, os pequenos procuram por uma segurança que só os pais oferecem, naquele momento, causando uma certa dependência deles.
Soma-se a isso, a falta de indepêndencia que as pessoas de pouca idade possuem, visto que ainda não têm discernimento para realizar algumas atividades. Porém, com o início da pandemia do Sars-CoV-2, essa necessidade de sempre ter alguém por perto foi se tornando cada vez mais presente, principalmente, no âmbito estudantil. De acordo com a revista Veja, foi realizado um levantamento na província chinesa de Xianxim com 320 crianças e adolescentes, detectanto que 36% detém dependência excessiva dos pais. Consequentemente, é evidente que a quarentena impacta de uma forma bem direta no estilo de vida infantil, uma vez que muda completamente a rotina de antigamente, quando não havia o coronavírus circulando por quase todas as nações, além dela dificultar o entendimento da criança no que se diz respeito ao que está acontecendo na realidade.
Logo, entende-se que a problemática urge por medidas interventivas, pois fere com o bem-estar das crianças. Dessa maneira, é dever da escola como forma de socializar as crianças, mesmo que virtualmente, por meio de propostas de atividades extracurriculares realizadas em conjunto, de forma virtual, além de dinâmicas que incitem a socialização dos educandos, tendo como fito atenuar a “solidão” presente diariamente na vida delas. Por sua vez, cabe aos pais estimularem os filhos fazer atividades que desenvolvam o bem-estar deles. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esteja para o exercício do bem coletivo, como pautava o filósofo Aristóteles.