Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/05/2021

Frente ao cenário social vigente, uma temática carente de maior visibilidade está atrelada aos efeitos da quarentena e da pandemia de Covid-19 na população infantil. Nesse contexto, é notório que essa problemática mundial está diretamente vinculada ao desenvolvimento de problemas mentais e o uso excessivo das tecnologias. Dessa forma, convém analisar esses fatores que geram o impasse.

De início, é importante destacar as doenças mentais como uma das grandes consequências da pandemia. Para o filósofo Aristóteles, o homem é um sujeito social. Nessa perspectiva, torna-se evidente que a socialização é um princípio básico para o desenvolvimento social e para a preservação da saúde mental da criança. Entretanto, a atual situação de isolamento social no Brasil, está afetando principalmente a população infantil, haja vista que a falta de convívio com outras crianças na escola e o impedimento de brincar com os amigos, por exemplo, são resultados do distanciamento, que estão gerando diversos problemas, tais como a ansiedade e até mesmo a depressão. Assim, esse panorama é, infelizmente, ilustração da realidade envolvendo as crianças, que requer maior atenção na tentativa de coibir essa situação.

Outrossim, vale ressaltar o apego às tecnologias na atual situação. Atualmente, as crianças estão passando mais tempo em casa, o que requer de equipamentos eletrônicos  para ter acesso mais fácil à educação e ao entreterimento nas horas vagas. Todavia, O uso excessivo desses meios pode gerar problemas de saúde, entre eles, os dores musculares. Nesse sentido, uma pesquisa divulgada pelo site Correios Braziliense mostra que com a pandemia os equipamentos tecnologicos passaram a ser usados por, aproximadamente, 60% dos jovens por mais de três horas seguidas. Desse modo, utilizar esses aparelhos tecnologicos excessivamente é cultivar um prejuízo enorme para a saúde da população infantil, tornando indubitável a mudança dessa conjutura.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa situação. Para isso, cabe ao Estado, por meio de políticas públicas, analisar essa problemática e desenvolver um projeto de ouvidoria com psicológos para o atendimento as crianças, com o intuito de reduzir casos de ansiedade e depressão. Ademais, cabe às escolas, promover palestras virtuais, ministradas por especialistas no assunto, para os pais e para as crianças, com discussões engajadas sobre a importância de desenvolver atividades físicas e ao ar livre, de maneira segura, a fim de disvincular, quando possível, as crianças das tecnologias. Destarte, espera-se que, futuramente, essa questão não necessite ser debatida novamente.