Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/05/2021

Uma das principais maneiras de prevenir do novo corona vírus é o isolamento social. Esse método vale para todas as idades, independentemente das suas interações com o “mundo externo”, logo, as crianças também estão incluídas. A quarentena fomentou uma brusca mudança na rotina das crianças, principalmente relacionada ao seu desenvolvimento pessoal, dando ênfase aos estudos e, ao mesmo tempo, instruiu à evolução das habilidades que só o período isolado proporcionaria.

Primeiramente, o conhecido “lockdown” abrange todas as áreas seja comercial, social como cinemas e bares e de ensino. Com o aumento dos números de casos da Covid-19, os decretos agiram fortemente sobre as escolas, que adotaram o ensino à distância. Nesse contexto, em vez de acordar e se dirigir a escola, as crianças tinham sua casa como ambiente escolar. Porém, principalmente com as crianças, existe uma alta demanda de atenção, que os professores supriam presencialmente, essa que os pais, também trabalhando em casa, não conseguem atender como deveriam. Segundo o site “VEJA saúde”, a ansiedade, o tédio e o desinteresse foram sentimentos que afloraram nas crianças durante a pandemia. Sob essa verdade, pelo cuidado necessário, as crianças passaram a ficar mais frustradas, ansiosas com essa nova forma de aprender, passaram a não interagir com outras como antes, fato esse de grande importância na infância e no desenvolvimento da criança e que, consequentemente, passou a ter influência no relacionamento com os pais e na sua própria vida.

Ademais, sabe-se que, essa brusca mudança de rotina também trouxe benefícios pessoais. Antes da pandemia, as famílias viviam no automático por já saberem como funcionava seu dia a dia e muitas vezes não experimentavam novos hábitos e maneiras de evoluir. As crianças durante o isolamento precisaram se adaptar também. É necessário, para o desenvolvimento humano, conhecer a si próprio, descobrir o que gosta de fazer, como seu subconsciente se comporta em situações adversas e com os jovens não foi diferente. Paradoxalmente à dependência maior para com os pais, as crianças encontraram sua dependência própria, por perceber que apesar de ser benéfico, é possível brincar, imaginar sem precisar de outros e aprenderam a viver consigo mesmo.

Logo, cabe a família, perceber atentamente o comportamento das crianças durante a quarentena, por meio de conversas, brincadeiras de relaxamento e descompressão daquilo que os frusta, fazendo-se presente também nas aulas online, que garanta o esforço e atenção por meio do incentivo, ajuda nas atividades e participação ativa, pois mesmo online as escolas disponibilizam ajuda psicológica e verificação de desempenho. A fim de fazer com que as crianças enfrentem a batalha da pandemia de maneira leve.