Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 21/05/2021

Com o surgimento do Novo Coronavírus no ano de 2019, foi necessário a adoção de medidas de isolamento social, como a prática de atividades educacionais de forma remota. Nesse sentido, embora seja essencial essa nova forma de aulas, houve consequências, principalmente para as crianças, psicossociais e físicas. Dessa forma, medidas são necessárias para reverter esse cenário desafiador.

Convém ressaltar, em primeiro plano,  os impactos negativos causados pela quarentena na infância. De fato, é na escola que há, muitas vezes, os primeiros desenvolvimentos de relações sociais, como as brincadeiras com outras crianças e o convívio com pessoas diferentes do meio familiar. Nessa perspectiva, com o isolamento social, houve o aumento do uso de aparelhos digitais, como os celulares e os notebooks, os quais trazem a diminuição de brincadeiras e o vício. Essas ações geram, de acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Radiológica da América do Norte, problemas psicológicos, principalmente a ansiedade e a depressão, que são menosprezados pelos pais, ja que, uma boa parte  deles negligenciam essas doenças, principalmente na infância, levando, assim, ao aumento da intensidade do problema.

Outrossim, o isolamento social pode aumentar a intensidade de casos de obesidade infantil. Decerto, no meio escolar era obrigatório o cargo-horário de aulas de educação fisíca na infância, as quais estimulavam os alunos a praticarem exercícios físicos, considerados essenciais para o desenvolvimento do corpo. À vista disso, o aumento do sedentarismo e da ansiedade, causada principalmente pela a intensidade do uso do meio digital na pandemia, colaboram para o aumento de pesos de crianças e, consequentemente, uma maior probabilidade de problemas de saúde no futuro. Portanto, pessoas que possuem sobrepeso são consideradas grupos de riscos, segundo a OMS, gerando problemas financeiros para o Governo Federal, como aumento de infraestruturas de hospitais infantis.

Destarte, a pandemia trouxe consequências psicossociais e físicas para as crianças. Em vista disso,  O Ministério da Educação deve estimular o uso moderado de aparelhos tecnológicos para crianças, por meio da introdução de reuniões onlines de pais e de professores, as quais expliquem a consequência do uso constante desses aparelhos e mostrem meios para diminuir esses efeitos, como o aumento de brincadeiras familiares, com o fito de não prejudicar o desenvolvimento das crianças por causa de doenças psicológicas. Em adição, o Ministério da Saúde deve estimular a prática de exercícios físicos infantis, através do uso das mídias, como as tevês, os jornais e as redes sociais, as quais falem sobre a importância na saúde para os pais e os filhos.