Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 21/05/2021
No ano de 2020 deu-se início ao processo de isolamento social, decorrente da Pandemia do coronavírus, onde as nações tiveram que parar quase todos os seus setores, um desses foi a escola, que utilizaram os meios tecnológicos para continuar atuando, por meio de aulas e atividades on-line. Nesse contexto, observa-se que a retirada da interação presencial das crianças com professores e colegas - tal contato é imperioso para a formação social desses alunos - é um fator que dificulta o desenvolvimento social. Além de apresentar riscos para a socialização desses, o isolamento pode causar problemas para a saúde física, pois a sedentariedade é um risco para esses jovens, podendo causa a obesidade. Logo, nota-se a necessidade de mitigação dessas problemáticas.
A priori, nota-se que a interação social desde a infância é imperiosa para a desenvoltura do intelecto individual, e sua falta pode acarretar em problemas relacionados à convivência social. Nesse âmbito, é valioso citar que Aristóteles, filósofo clássico, trouxe em seu livro “Política” a ideia de que o ser humano naturalmente busca viver em sociedade, pois é ali que ele desenvolve sua capacidade de escolhas e pode, com isso, ser solidário. Logo, é notório qua uma consequência direta da pandemia na vida dos jovens, é a dificuldade na evolução individual em relação à convivência social, essa que é imperiosa para o cidadão, pois a nação é formada pela atuação conjunta dos indivíduos.
A posteriori, o fato desses jovens estarem mais tempo em casa os torna mais propensos ao sedentarismo, a falta de exercícios físicos pode trazer problemas graves para a saúde dos jovens. Nesse contexto, o Ministério da Saúde, em 2014, mostrou que mais de 6 milhões de crianças e adolescentes lutavam contra a obesidade. Ademais, o esperado é que esse número tenha aumentado de forma espantosa na atualidade, com aulas de educação física suspensas e a tentação de ficar em casa, onde o sofá e a cama são muito mais atraentes que uma caminhada ou qualquer outro exercício. Logo, nota-se que a Pandemia traz riscos de forma indireta para os indivíduos isolados pela quarentena, a nação carece de medidas que mitiguem tal fato.
Portanto, tal problemática carece de medidas que alterem o cenário atual. Primeiramente as escolas -âmbitos incumbidos de formar moral e intelectualmente os jovens-, devem fornecer aulas on-line de educação física, onde os professores iriam guiar os alunos com exercícios básicos, para, com isso, incentivar a prática e diminuir os riscos desses alunos obterem problemas de saúde no futuro. Em segundo plano, a mídia deve, por meio de programas ao vivo, trazer debates, nos canais abertos, sobre temas variados, que auxiliem na formação de cidadania para todos os jovens isolados. Dessa forma, os problemas relacionados aos impactos da pandemia na junventude, seriam mitigados.