Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 27/05/2021
Tendências perigosas
A pandemia demonstrou que rotinas sólidas e consistentes podem ser facilmente desconstruídas, o isolamento social restringiu a mobilidade da população, afetando, assim, o comportamento de milhares de vidas e, principalmente, de crianças. Uma pesquisa de caráter quantitativo, publicada em um jornal online, revelou que a incidência de atendimentos de emergência à crianças e adolescentes relacionados à saúde mental aumentou cerca de 30% nos Estados Unidos, o mesmo padrão é observado no Brasil, e no mundo. Os dados apresentados explicitam o quão imperioso é o diálogo acerca do bem-estar das crianças no período de quarentena.
As experiências físicas e relacionais constituem grandes elementos do cotidiano das crianças independente da faixa etária, com a necessidade do isolamento social, a tendência ao relacionamento tátil, característico da infância, foi convertida em telas “frias” de celulares e computadores, a nova experiência trouxe espaço para uma relação de consumo excessivo de conteúdos online e jogos. A quantidade exorbitante de horas na frente de uma tela traz prejuízos à mente, que limita-se à um único tipo de entretenimento, faz-se necessária a atuação parental para proporcionar atividades ditáticas e enérgicas capazes de envolver a criança.
De maneira análoga, a propensão à ansiedade decorrente da dependência ao aparelho celular, torna-se potencialmente danosa à saúde mental da criança, que habitua-se ao mesmo meio de distração. Associada à ansiedade, vêm os comportamentos depressivos e a inquietação relacionada ao cenário atual , a sensação de “sem saída” emerge com comportamentos de medo. É importante destacar que, segundo dados, a ansiedade já aflige cerca de 15% das crianças no decorrer da infância, situação essa que está se intensificando no período de isolamento. Diante disso, os pais precisam estar aptos para identificar os sintomas de aflição e afastamento nos filhos, a fim de oferecer o tratamento necessário.
É premente, portanto, que sejam analizadas as circunstâncias em que se encontram as crianças nesse período de pandemia, os adultos responsáveis devem trabalhar em conjunto com as escolas para disponibilizar jogos pedagógicos que despertem a curiosidade da criança, é valido o uso de um sistema de recompensa, como por exemplo, oferecer uma estrela adesiva. Iniciativas como essa, incentivariam a participação, além, de atenuarem os sintomas da ansiedade, trazendo à mente da criança outros aspectos da vida em isolamento.
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