Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças

Enviada em 02/06/2021

O filme Náufrago, interpretado por Tom Hanks, retrata uma situação de isolamento social, em que o protagonista se atém à companhia de uma bola de vôlei por se sentir muito solitário. Nesse contexto, convém analisar o Brasil em relação às consequências geradas pela quarentena, especialmente para as crianças, considerando que é um grupo bem suscetível a danos emocionais.

De acordo com a autora Barbara Sher, “o isolamento é um assassino de sonhos”. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que, ao serem privadas de viverem no meio social e impossibilitadas de brincar com outras pessoas, é normal que as crianças reajam de maneira negativa. Essa ocasião pode levar ao desenvolvimento de inúmeros distúrbios, além de fazer com que os pequenos se tornem ainda mais dependentes dos aparelhos eletrônicos, que servem como uma distração.

Em adição aos fatores já citados, também é importante ressaltar a dificuldade de adaptação ao sistema online, devido à indisciplina e ao desânimo. É fato que, por estarem acostumados com a escola, esses indvíduos não têm tanta concentração para estudar em casa, pois qualquer coisa, desde um objeto até uma conversa paralela, já se torna uma possível distração. Isso é um grande problema, e pode ocasionar dificuldades na alfabetização e na aprendizagem em geral.

Por fim, é evidente que, quando não ministrado adequadamente, o isolamento social pode acarretar em muitos malefícios, tanto para crianças quanto para adultos e idosos. No caso dos mais novos, urge que os pais/responsáveis, juntamente com os professores, se dediquem a tornar a situação de distanciamento mais acolhedora, para que não ocorra tanta solitude. É importante que os familiares brinquem com a criança, e ajudem nas tarefas de casa, enquanto os professores exercem seus trabalhos com amor e paciência, sempre visando cativar a atenção do aluno e oferece-lo suporte.