Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 04/06/2021
Há um século, o mundo presenciava uma pandemia que entraria para a história, a gripe espanhola- causada pelo vírus H1N1 e responsável pela morte de milhões de pessoas. E hoje, no século XXI, a humanidade vivencia a pandemia do coronavírus, que vem ocasionando profundas mudanças no modo de vida e refletindo de maneira negativa no bem-estar dos indivíduos. Além disso, a quarentena, iniciativa adotada para controle dos casos, contribuiu para o agravamento de problemas mentais, principalmente, nas crianças. Assim, é importante ressaltar os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coranavírus na saúde dos pequenos confinados.
Portanto, o confinamento ocasionou em uma piora dos quadros de saúde mental como influenciou no surgimento de outros transtornos nas crianças. Segundo pesquisas do hospital de psiquiatria da infância, os efeitos mais comuns gerados pela pandemia são: dependência excessiva dos pais, dificuldades para dormir, desatenção, pesadelos, desconforto, agitação e ansiedade. Ademais, a transição da infância à adolescência, conhecido como um momento de marcantes e importantes descobertas, é afetada diretamente pelo isolamento- a falta das interações sociais e convívio com os demais dificulta o autoconheciento e desenvolvimento desses jovens.
Outrossim, a distância do ambiente escolar e das atividades com colegas e professores acarreta a perda de experiências físicas e sociais primoridiais para o desenvolvimento. A ausência do aprendizado completo proporcionado nas escolas e os valores adquiridos por meio dela tornaram-se cada vez mais difíceis de serem repassados virtualmente. Os alunos também são afetados pela dificuldade de concentração e por terem que ficar por várias horas na frente da telas, fato esse responsável pelo aumento dos casos de problemas na visão.
Destarte, para a resolução dessa problemática, cabe aos pais criar uma rotina com atividades que ocupem a mente dos jovens, buscando minimizar os efeitos da pandemia. É importante também prestar atenção no desenvolvimento emocional da criança, procurar ter conversas abordando a situação atual e dialogar sobre os sentimentos. Ainda, a escola deve ser uma aliada nesse processo e proporcionar uma conexão, mesmo que distante, com os alunos- realizando atividades interativas, momentos de descontração entre os colegas de classe, integração com a família e fortalecimentos dos laços afetivos. Por fim, a instituição educativa deve proporcionar psicólogos para os alunos e acompanhar aqueles que estão apresentando dificuldades de adaptação, realizando consultas onlines.