Os efeitos da quarentena e da pandemia do novo coronavírus nas crianças
Enviada em 06/06/2021
Sabe-se que a pandemia causada pelo SARS-COV-2, vírus responsável pela doença COVID-19, tem impactado negativamente o desenvolvimento das crianças. Isso ocorre não só por fazê-las ter uma maior dependência de seus pais, mas também pelo desconforto e agitação desencadeados pelo isolamento social.
Observa-se que a infância é o momento de maior importância no desenvolvimento de relações interpessoais e interação social. Porém, devido às restrições impostas pelo período de quarentena, as crianças que já estão em casa há mais de um ano, têm seu convívio social restrito apenas aos pais e familiares. Consequentemente, estão cada vez mais dependentes e privadas de aprenderem a lidar com situações coletivas, bem como expressarem o que estão sentindo. Exemplo disso são as escolas que permanecem fechadas, impossibilitando o intercâmbio cultural e o amplo desenvolvimento motor.
Além disso, um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), por meio do professor de psiquiatria da infância, apontou que o desconforto e a agitação são efeitos psicológicos mais imediatos da pandemia. Isso ocorre quando os pais, na tentativa de distrair os filhos, fazem o uso excessivo de recursos eletrônicos. Exemplo disso são os tables, computadores e vídeo games. Dessa forma, as crianças passam horas do dia em frente às telas, sem praticar nenhum exercício físico, e por esse motivo sentem-se deconfortáveis e agitadas.
Portanto, não se pode negar os efeitos negativos da pandemia e da quarentena nas crianças. Sendo assim, é necessário que o Governo Estadual, juntamente com as escolas, se organizem para propiciar atividades mais interativas nas plataformas digitais, para que o desenvolvimento psicomotor das crianças não seja estagnado. Isso pode ser alcançado por meio de um cronograma virtual. Assim, as crianças não só terão uma gama maior de atividades a fazer, bem como continuarão ampliando o desenvolvimento motor.